- A) Clobazam.
O clobazam é benzodiazepínico usado como terapia adjuvante na síndrome de Lennox-Gastaut e em outras epilepsias refratárias; em monoterapia prolongada perde efeito por tolerância e causa sedação, por isso não é a escolha inicial.
- B) Carbamazepina.
A carbamazepina serve para crises focais, mas pode precipitar ou agravar crises de ausência, mioclônicas e atônicas; a NICE a lista entre os fármacos que pioram essas crises e que devem ser evitados nas epilepsias com ausências.
- C) Valproato de sódio.
O valproato de sódio controla ausências típicas e atípicas e crises mioclônicas, atônicas e tônico-clônicas, o que o torna a monoterapia de escolha nas epilepsias com ausências atípicas, como a de Lennox-Gastaut. Em meninas e mulheres em idade fértil, a teratogenicidade limita seu uso e exige programa de prevenção de gravidez.
- D) Oxcarbazepina.
A oxcarbazepina, como a carbamazepina, bloqueia canais de sódio e é opção para crises focais; nas ausências e mioclonias pode piorar as crises, e não deve ser a primeira escolha neste tipo de epilepsia.
Resumo para lembrar
Ausências atípicas, de início e fim graduais e com alteração de tônus, surgem em geral nas encefalopatias epilépticas, como a síndrome de Lennox-Gastaut, em que o valproato é a primeira linha. Carbamazepina e oxcarbazepina, bloqueadores de canal de sódio, podem agravar ausências e mioclonias e devem ser evitadas. Na ausência típica da infância, a NICE prefere a etossuximida.