- A) Causa colapso pulmonar
A hiperventilação não colapsa o pulmão; ao contrário, pode causar aprisionamento de ar, hiperinsuflação e barotrauma, inclusive pneumotórax. O dano hemodinâmico é o que justifica evitá-la.
- B) Reduz a perfusão coronariana
Ventilações excessivas aumentam a pressão intratorácica, reduzem o retorno venoso e o enchimento do coração entre as compressões e, com isso, o débito gerado pela RCP e a perfusão coronariana e cerebral. Por isso, com via aérea avançada, 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos, cada uma em cerca de 1 segundo, só até elevar o tórax.
- C) Aumenta a oferta de oxigênio
Ventilar mais não aumenta de forma útil a oferta de oxigênio, que na RCP depende sobretudo do fluxo gerado pelas compressões. É o raciocínio intuitivo que leva ao erro, quando na verdade a hiperventilação reduz esse fluxo.
- D) Torna mais lenta a circulação das drogas
A queda do débito pode retardar indiretamente a chegada das drogas, mas esse não é o motivo central. O problema é a queda da perfusão coronariana, determinante do retorno da circulação espontânea.
Resumo para lembrar
Hiperventilar na RCP eleva a pressão intratorácica, reduz o retorno venoso, o débito gerado pelas compressões e a perfusão coronariana e cerebral, além de insuflar o estômago. Sem via aérea avançada, 15:2 com dois socorristas; com via aérea avançada, 1 ventilação a cada 2 a 3 segundos, cada uma em cerca de 1 segundo, só até elevar o tórax.