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Pediatrando

Um paciente pediátrico em RCP recebe compressões superficiais demais. Qual é a consequência mais provável?

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Resposta: C

  1. A) Aumento da oferta de oxigênio

    A oferta de oxigênio aos tecidos depende do fluxo gerado pelas compressões. Compressões rasas produzem menos fluxo, de modo que a oferta de O₂ cai em vez de aumentar.

  2. B) Melhora do débito cardíaco

    O débito na RCP é gerado pela compressão do coração e pela variação da pressão intratorácica; compressões aquém da profundidade recomendada diminuem esse débito, não o melhoram.

  3. C) Redução do fluxo sanguíneo para órgãos vitais

    Compressões rasas não geram pressão suficiente para impulsionar o sangue, e caem a pressão de perfusão coronariana e o fluxo cerebral, reduzindo a chance de RCE. A meta é ao menos 1/3 do diâmetro AP, cerca de 4 cm no lactente e 5 cm na criança; EtCO₂ abaixo de 10–20 mmHg sugere compressão ineficaz.

  4. D) Maior chance de retorno da circulação espontânea

    O RCE depende da pressão de perfusão coronariana gerada pelas compressões. Compressões rasas reduzem essa pressão e, portanto, diminuem a chance de RCE em vez de aumentá-la.

Resumo para lembrar

Profundidade é componente central da RCP de alta qualidade: comprimir pelo menos 1/3 do diâmetro anteroposterior, cerca de 4 cm no lactente e 5 cm na criança, a 100–120/min, com retorno completo. Compressões rasas reduzem a pressão de perfusão coronariana e o fluxo cerebral e diminuem a chance de RCE; EtCO₂ abaixo de 10–20 mmHg sugere compressão ineficaz.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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