Pré-escolar, feminina, 3 anos, é avaliada no Pronto-socorro com queixa de febre baixa e lesões vesiculares em palmas, plantas e cavidade oral. Nas últimas 12 horas, evoluiu com letargia e episódios de tremores. Exame físico: sudorese fria, lesões cutâneas extensas, com vesículas e bolhas em membros e região perioral. Taquicardia persistente e hiperglicemia ao exame capilar. A conduta indicada é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Temos uma pré-escolar, uma menina de 3 anos, que chega ao pronto-socorro.
- Ela apresenta queixa de febre baixa e as lesões clássicas da doença mão-pé-boca, com vesículas nas palmas, plantas e na cavidade oral.
- Mas, nas últimas doze horas, o quadro dela evoluiu com letargia e episódios de tremores, o que já acende um alerta para nós.
- No exame físico, encontramos sudorese fria, lesões cutâneas mais extensas, taquicardia persistente e hiperglicemia capilar. Esses são achados muito importantes.
- A presença de letargia, tremores, sudorese fria, taquicardia persistente e hiperglicemia indica uma forma grave da doença mão-pé-boca, que é a encefalite de tronco com disautonomia.
- Essa condição é causada pelo enterovírus A71 e pode evoluir rapidamente para edema pulmonar neurogênico e choque cardiogênico, exigindo uma conduta imediata e intensiva.
- A alternativa B propõe tratamento domiciliar com hidratação oral, aciclovir e antitérmicos. Isso seria adequado apenas para casos leves, sem sinais neurológicos ou de disautonomia. Além disso, o aciclovir não tem efeito contra enterovírus.
- A alternativa C sugere internação hospitalar e uso de aciclovir intravenoso. Embora a internação seja correta, o aciclovir não é o antiviral indicado para enterovírus, sendo reservado para herpes simples e varicela-zóster.
- Já a alternativa D indica internação hospitalar e uso de antibiótico intravenoso de amplo espectro. Não há evidências de infecção bacteriana secundária ou sepse neste caso, e antibióticos não tratam a encefalite viral ou a disautonomia.
- A alternativa A, que fala em internação hospitalar e considerar o uso de imunoglobulina intravenosa, é a conduta correta. Em casos de encefalite de tronco com disautonomia por enterovírus A71, a imunoglobulina intravenosa é indicada para reduzir a progressão para complicações graves como edema pulmonar e choque cardiogênico.
- Então, lembre-se: uma criança com doença mão-pé-boca que apresenta sinais neurológicos ou de disautonomia, como letargia, tremores, taquicardia e sudorese fria, deve ser internada em terapia intensiva e considerada para imunoglobulina intravenosa.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Síndrome mão-pé-bocaSBP, 2019 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.