Adolescente, 12 anos levou uma picada de vespa na perna. Além da dor, surgiram placas difusas pelo corpo. Nega passado de reação alérgica. Pele: placas difusas pelo corpo, com edema central de tamanhos variáveis e circundadas por eritema, pruriginosas e com sensação de queimação. A conduta imediata na emergência é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar este caso de pediatria. Temos uma adolescente de doze anos de idade, o que é importante para o contexto da faixa etária.
- Ela levou uma picada de vespa, que é um agente conhecido por causar reações alérgicas.
- Além da dor, surgiram placas difusas pelo corpo, o que nos indica uma reação cutânea generalizada, característica de urticária.
- É relevante que ela nega qualquer passado de reação alérgica, ou seja, é o primeiro episódio conhecido.
- A descrição das lesões na pele, com edema central, eritema, prurido e queimação, confirma o quadro de urticária.
- Juntando a picada de vespa com as placas difusas e pruriginosas, temos um quadro de urticária aguda.
- É fundamental notar que o enunciado descreve apenas sintomas cutâneos, sem mencionar envolvimento respiratório, cardiovascular ou gastrointestinal.
- Para ser anafilaxia, precisaríamos de envolvimento de pelo menos dois sistemas ou hipotensão, o que não é o caso aqui.
- Portanto, estamos diante de uma urticária isolada, e a conduta deve ser direcionada para isso.
- A alternativa A sugere infundir anti-histamínico de primeira geração por via endovenosa.
- Essa conduta está incorreta porque o anti-histamínico venoso de primeira geração não age mais rápido que o oral, pode causar sedação e não é o tratamento de primeira linha para anafilaxia, que nem é o diagnóstico aqui.
- A alternativa B propõe tratar anafilaxia utilizando epinefrina intramuscular.
- Esta alternativa está incorreta porque, como já vimos, o quadro não preenche os critérios de anafilaxia, sendo apenas uma urticária isolada.
- A alternativa D sugere transferir imediatamente para a UTI pelo risco de desenvolver anafilaxia.
- Essa conduta é incorreta, pois não há critérios de gravidade ou instabilidade que justifiquem uma UTI neste momento; a observação pode ser feita na própria emergência.
- A alternativa C indica administrar anti-histamínicos por via oral e observar a evolução.
- Esta é a conduta correta, pois a urticária isolada é tratada com anti-histamínico oral de segunda geração e observação para garantir que não surjam outros sintomas mais graves.
- Em uma criança ou adolescente com reação alérgica apenas cutânea após picada de inseto, pense sempre em urticária isolada e trate com anti-histamínico oral e observação.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- UrticariaRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 24/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.