- A) Intubação precoce
A intubação precoce não mostrou aumento de sobrevida em relação à ventilação bem feita com bolsa-válvula-máscara na parada pediátrica fora do hospital e pode interromper as compressões. A via aérea avançada deve ser obtida por equipe experiente, sem pausar a RCP.
- B) Acesso venoso rápido
O acesso vascular é necessário para a adrenalina, e a via intraóssea é aceitável quando a venosa demora. Ainda assim, drogas só funcionam sobre uma circulação gerada por compressões eficazes; o acesso não deve atrasar nem interromper a RCP.
- C) RCP de alta qualidade
A RCP de alta qualidade é o principal determinante de sobrevida: 100 a 120 compressões por minuto, profundidade de 1/3 do diâmetro anteroposterior (cerca de 4 cm no lactente e 5 cm na criança), retorno completo do tórax, mínimas interrupções e sem hiperventilar, com 15:2 se dois socorristas e 30:2 se um.
- D) Antibiótico precoce
O antibiótico precoce é decisivo na sepse e no choque séptico, mas não reverte a parada. Pode fazer parte do tratamento da causa, nunca como prioridade sobre compressões e ventilação.
Resumo para lembrar
O que mais muda a sobrevida na parada pediátrica é RCP de alta qualidade: 100 a 120/min, 1/3 do diâmetro anteroposterior (cerca de 4 cm no lactente e 5 cm na criança), retorno completo do tórax, pausas mínimas e sem hiperventilar, 15:2 com dois socorristas e 30:2 com um. Intubação, acesso e drogas vêm sem interromper as compressões.