Recém-nascido a termo, com peso de nascimento de 3.100 g, encontra-se no alojamento conjunto com 48 horas de vida. Ao realizar o Teste do Coraçãozinho (oximetria de pulso), observou-se uma SpO2 na mão direita de 92% e no pé direito de 90%. O teste foi repetido após 1 hora, confirmando os mesmos valores. O bebê está bem, sugando o seio materno, mantendo frequência respiratória de 48 irpm, pulsos arteriais centrais e periféricos normais e não há sopros cardíacos. Com base nos dados apresentados, qual é a conduta correta?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar este caso de pediatria. Primeiro, a gente vê que é um recém-nascido a termo, o que já nos situa na faixa etária e nas particularidades fisiológicas desse período.
- Ele está com 48 horas de vida, um momento crucial para a realização de alguns exames de triagem, como o Teste do Coraçãozinho.
- O Teste do Coraçãozinho, ou oximetria de pulso, mostrou uma saturação de oxigênio na mão direita de 92 por cento e no pé direito de 90 por cento.
- É muito importante notar que o teste foi repetido após uma hora e os valores se mantiveram, o que significa que essa alteração é persistente.
- Apesar da alteração no teste, o bebê está clinicamente bem, sugando o seio materno, com frequência respiratória de 48 incursões por minuto, pulsos normais e sem sopros cardíacos. Isso é um dado importante, mas não exclui a necessidade de investigação.
- A alteração persistente no Teste do Coraçãozinho, com saturação abaixo de 95 por cento em qualquer membro ou uma diferença maior que 3 por cento entre a mão direita e o pé, indica a necessidade de investigação aprofundada.
- Mesmo com o recém-nascido em bom estado geral e sem outros sinais clínicos evidentes de cardiopatia, a triagem alterada não pode ser ignorada, pois algumas cardiopatias congênitas críticas podem ser assintomáticas inicialmente.
- A conduta padrão para um Teste do Coraçãozinho persistentemente alterado é a realização de um ecocardiograma para descartar ou confirmar uma cardiopatia congênita crítica antes da alta hospitalar.
- A alternativa A sugere aguardar 24 horas e repetir a oximetria. Isso está incorreto, pois a alteração já foi confirmada após uma hora e não devemos atrasar a investigação de uma possível cardiopatia crítica.
- A alternativa B propõe dar alta hospitalar, considerando os limites de saturação normais. Isso está incorreto, pois os valores obtidos estão abaixo do limite de normalidade para o teste, que é de 95 por cento em ambos os membros ou uma diferença menor que 3 por cento.
- A alternativa C sugere dar alta e encaminhar para ecocardiograma no primeiro mês de vida. Essa conduta é incorreta, pois atrasar a investigação pode comprometer o diagnóstico e o tratamento de uma cardiopatia crítica, que exige intervenção precoce.
- A alternativa E propõe transferir para UTI neonatal e iniciar infusão de prostaglandina E1. Isso é incorreto como primeira conduta. A prostaglandina E1 é indicada para cardiopatias ducto-dependentes, mas a gente precisa primeiro de um diagnóstico preciso com o ecocardiograma antes de iniciar essa medicação e definir a necessidade de UTI.
- A alternativa D, que indica solicitar um ecocardiograma e não dar alta hospitalar até que o exame seja realizado, é a conduta correta. Diante de um Teste do Coraçãozinho persistentemente alterado, a investigação com ecocardiograma é fundamental e deve ser feita antes da alta para garantir a segurança do recém-nascido.
- Então, lembre-se: criança recém-nascida, com Teste do Coraçãozinho persistentemente alterado, pense sempre em investigação aprofundada com ecocardiograma antes da alta hospitalar.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Atendimento ao recém-nascido com suspeita de cardiopatia congênitaSBP, 2022 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.