Um recém-nascido a termo, com 30 horas de vida, sem intercorrências no parto ou no período neonatal imediato, está prestes a receber alta hospitalar. Durante a triagem neonatal de rotina, foi realizado o Teste do Coraçãozinho com oximetria de pulso. Os resultados foram: saturação de oxigênio no membro superior direito de 97% e no membro inferior esquerdo de 93%. O bebê encontra-se em bom estado geral, ativo e corado. Com base nos achados do Teste do Coraçãozinho e nas diretrizes de triagem neonatal, qual é a conduta mais apropriada para o pediatra nesse momento?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. Temos um recém-nascido a termo, o que já nos dá uma ideia de um bebê com maturidade fisiológica esperada.
- Ele tem 30 horas de vida, o que é o período ideal para a realização do Teste do Coraçãozinho, geralmente feito antes da alta hospitalar.
- O enunciado nos diz que não houve intercorrências no parto ou no período neonatal imediato, indicando que o bebê estava bem até então.
- O Teste do Coraçãozinho foi realizado, que é a triagem para cardiopatias congênitas críticas.
- A saturação de oxigênio no membro superior direito foi de 97 por cento.
- E no membro inferior esquerdo, a saturação foi de 93 por cento.
- Apesar desses achados, o bebê encontra-se em bom estado geral, ativo e corado, o que é um dado importante para a conduta.
- Agora, vamos conectar esses achados. A saturação no membro superior direito foi de 97 por cento e no membro inferior esquerdo, 93 por cento.
- Essa diferença de 4 por cento entre os membros é um achado importante no Teste do Coraçãozinho, pois o protocolo estabelece que uma diferença maior que 3 por cento é considerada alterada.
- Além disso, a saturação no membro inferior de 93 por cento também é um sinal de alerta, já que o limite inferior aceitável para o Teste do Coraçãozinho é 95 por cento.
- Então, temos dois critérios de alteração no Teste do Coraçãozinho: a saturação no membro inferior abaixo de 95 por cento e uma diferença maior que 3 por cento entre os membros.
- Apesar de o bebê estar em bom estado geral, ativo e corado, o resultado do Teste do Coraçãozinho está alterado e exige uma conduta, não podemos simplesmente ignorar.
- Vamos analisar as alternativas. A alternativa A está incorreta porque, mesmo com o bebê em bom estado geral, a saturação de 93 por cento e a diferença de 4 por cento entre os membros são achados que indicam um teste alterado, e não podemos liberá-lo para alta.
- A alternativa B não é a conduta imediata mais apropriada. O protocolo para um Teste do Coraçãozinho alterado, mas sem sinais de gravidade, geralmente recomenda uma repetição antes de partir para exames mais invasivos como o ecocardiograma.
- A alternativa D também está incorreta. O bebê está em bom estado geral e não apresenta sinais de desconforto respiratório ou instabilidade que justifiquem oxigênio suplementar ou internação em UTI neonatal apenas com base nesse resultado inicial do teste.
- A alternativa E está incorreta. Embora o Teste do Olhinho e o Teste da Orelhinha sejam importantes triagens neonatais, eles não têm relação direta com a alteração da oximetria de pulso, que foca na triagem de cardiopatias congênitas críticas.
- A alternativa C é a conduta mais apropriada. Diante de um Teste do Coraçãozinho alterado, mas com o recém-nascido em bom estado geral, o protocolo da Sociedade Brasileira de Pediatria recomenda repetir a oximetria em uma hora. Se a alteração persistir após a repetição, aí sim, a investigação com ecocardiograma se torna necessária.
- Em um recém-nascido a termo, com Teste do Coraçãozinho alterado, mas clinicamente estável, pense sempre em repetir o teste antes de escalar para exames mais complexos.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Atendimento ao recém-nascido com suspeita de cardiopatia congênitaSBP, 2022 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.