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Pediatrando

Recém-nascido, idade gestacional de 38 semanas, Apgar 9 e 10, PN= 3.500 g, não precisou de manobras de reanimação em sala de parto. Encontra-se em alojamento conjunto, com 24 horas de vida, FR: 80 ipm, FC: 180bpm, palidez 2/4+, cianose ungueal 1/4 +. Ausculta cardiorrespiratória: sem alterações. Pulsos femorais não são palpáveis. Saturação O2 : 90%. A hipótese diagnóstica é:

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Resposta: B

  1. A) comunicação interventricular.

    Shunt esquerda-direita que só se manifesta após semanas, quando a resistência pulmonar cai: sopro holossistólico e sinais de hiperfluxo, com pulsos femorais normais e sem colapso nas primeiras 24 horas.

  2. B) coarctação crítica da aorta.

    Ausência de pulsos femorais com taquipneia, palidez e SpO2 de 90% em RN de 24 horas é a coarctação crítica: com o canal se fechando, a aorta descendente perde o fluxo e o bebê evolui para choque; a conduta é prostaglandina E1 e ecocardiograma urgente.

  3. C) persistência do canal arterial.

    O canal patente produz sopro contínuo, pulsos amplos e precórdio hiperdinâmico; pulsos femorais ausentes indicam obstrução distal ao canal, não persistência dele.

  4. D) comunicação interatrial.

    A comunicação interatrial é quase sempre assintomática na infância, com desdobramento fixo de B2 e sopro sistólico pulmonar suave; nunca produz colapso circulatório nem abolição de pulsos femorais no recém-nascido.

Resumo para lembrar

Recém-nascido que entre 24 e 72 horas fica taquipneico, taquicárdico, pálido e sem pulsos femorais tem obstrução crítica do arco aórtico dependente do canal: ao fechar o ducto, a perfusão sistêmica desaba. Prostaglandina E1 e ecocardiograma urgentes; palpar pulsos femorais faz parte de toda alta.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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