- A) Baixo volume corrente (2-4 ml/kg) e elevada frequência respiratória.
Volume corrente de 2 a 4 mL/kg fica perto do espaço morto, que está aumentado na DBP; com frequência alta, a expiração encurta e há aprisionamento aéreo. Esse padrão hipoventila as áreas de constante de tempo longa e favorece atelectasias e hipercapnia.
- B) Elevado volume corrente (6-10 ml/kg) e baixa frequência respiratória.
É a estratégia proposta por especialistas para a DBP grave estabelecida: volume corrente maior e frequência baixa, com tempo inspiratório longo (0,5 a 0,8 s) e PEEP elevada, que ventilam as regiões lentas e dão tempo para esvaziar o pulmão. As evidências são observacionais, e uma revisão de 2026 questionou a estratégia, que segue como a mais citada.
- C) Volume corrente habitual (4-6 ml/kg) e elevada frequência respiratória.
Volume corrente de 4 a 6 mL/kg com frequência alta é a ventilação protetora da fase aguda (síndrome do desconforto respiratório) nas primeiras semanas. Na DBP estabelecida, a frequência alta encurta a expiração e gera auto-PEEP, e o volume baixo não vence o espaço morto aumentado.
- D) Elevado volume corrente (6-10 ml/kg) e elevada frequência respiratória.
Volume corrente alto com frequência alta eleva muito o volume minuto e deixa pouco tempo expiratório, com risco de aprisionamento aéreo, barotrauma, repercussão hemodinâmica e hipocapnia. O volume maior só é seguro com frequência baixa.
Resumo para lembrar
Na displasia broncopulmonar grave estabelecida, o pulmão é heterogêneo, com vias aéreas de alta resistência e constantes de tempo longas. A estratégia crônica usa volume corrente maior (6 a 12 mL/kg nas diferentes propostas), frequência baixa (10 a 25 ipm), tempo inspiratório longo e PEEP mais alta, com expiração completa. Na fase aguda vale o oposto: volume corrente de 4 a 6 mL/kg.