- A) Soro de manutenção com VIG 6-8 mg/kg/min.
A infusão contínua com TIG de 6 a 8 mg/kg/min faz parte da conduta, mas sozinha corrige devagar uma glicemia de 24 mg/dL. A SBP orienta começar com 2 mL/kg de SG 10% em bolo e então manter a infusão, com controles seriados.
- B) Complementar com fórmula infantil 10 ml em copinho.
A alimentação já foi tentada e a glicemia caiu para 24 mg/dL, abaixo de 25 mg/dL nas primeiras 4 h, o que indica glicose EV. Complemento de 10 mL de fórmula ou gel de dextrose a 40% servem para hipoglicemia leve e assintomática, não para esse valor após a mamada.
- C) Push de glicose 2ml/kg com soro glicosado 10% + aleitamento materno.
O bolo de SG 10% eleva a glicemia rapidamente, mas, sem infusão contínua, o hiperinsulinismo do filho de diabética leva a nova queda (rebote) em pouco tempo. O aleitamento pode continuar, mas não substitui a infusão EV.
- D) Push de glicose 2ml/kg com soro glicosado 10% + soro de manutenção com VIG 6-8mg/kg/min.
Filho de diabética, GIG e pré-termo tardio, com 24 mg/dL após a mamada nas primeiras 4 h: indica glicose EV. O push de 2 mL/kg de SG 10% (200 mg/kg) corrige de imediato, e a infusão com TIG de 6 a 8 mg/kg/min evita o rebote; controles seriados guiam a redução da TIG.
Resumo para lembrar
No RN de risco (pré-termo tardio, GIG, filho de diabética), nas primeiras 4 h de vida, glicemia abaixo de 25 mg/dL mesmo após a mamada indica glicose EV. O tratamento é push de 2 mL/kg de SG 10% (200 mg/kg) seguido de infusão contínua com TIG de 5 a 8 mg/kg/min, mantendo o aleitamento, para evitar o rebote causado pelo hiperinsulinismo.