O gabarito oficial não considerou nenhuma alternativa correta. Os comentários mostram onde a questão falhou.
Um recém-nascido com 39 semanas, com peso de nascimento de 3.500g, parto normal, sem intercorrências. Antecedentes maternos apenas com episódio de infecção do trato urinário no último mês. Mãe refere que o pai do recém-nascido está em tratamento para Tuberculose há 5 dias, com melhora da tosse. Qual a conduta frente a esse recém-nascido:
Atenção
O enunciado não informa se o pai tem TB pulmonar bacilífera; se tiver, D é a conduta do Ministério da Saúde (manter o aleitamento, adiar a BCG, isoniazida ou rifampicina por 3 meses e depois prova tuberculínica). Anulada pela banca. Não há alternativa correta atribuída e esta questão não altera sua taxa de acertos.
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Sem alternativa correta (anulada)
A) Manter aleitamento materno e realizar BCG.
A BCG não deve ser feita ao nascer no RN coabitante de caso bacilífero: ela não impede a infecção e o bacilo vacinal é sensível à isoniazida. O aleitamento é mantido, mas o RN precisa de quimioprofilaxia primária e só é vacinado se a prova tuberculínica aos 3 meses for menor que 5 mm.
B) Manter aleitamento, não realizar BCG e iniciar quimioprofilaxia com isoniazida por 6 meses.
Manter o aleitamento e adiar a BCG está certo, mas o esquema do MS não prevê 6 meses de isoniazida de saída. A prova tuberculínica aos 3 meses decide: 5 mm ou mais, mais 3 meses de isoniazida (ou 1 mês se usada rifampicina) sem BCG; menos de 5 mm, suspender e vacinar.
C) Suspender aleitamento materno, não realizar BCG e iniciar quimioprofilaxia por 3 meses e após, realizar vacinação.
Não há motivo para suspender o aleitamento: a transmissão da TB é respiratória, e mesmo a mãe bacilífera amamenta usando máscara cirúrgica (a exceção é a mastite tuberculosa). Além disso, a vacinação após os 3 meses depende de prova tuberculínica menor que 5 mm.
D) Manter aleitamento materno, não realizar BCG e iniciar quimioprofilaxia com isoniazida por 3 meses e após, fazer prova tuberculínica.
Segue o fluxograma do MS para RN coabitante de caso bacilífero: manter o aleitamento, não vacinar ao nascer, afastar TB ativa, dar isoniazida (ou rifampicina) por 3 meses e então fazer a prova tuberculínica. Seria a resposta se o enunciado confirmasse que o pai tem TB pulmonar bacilífera, informação que falta.
Resumo para lembrar
Questão anulada. Provável motivo: o enunciado não diz se o pai tem TB pulmonar bacilífera, o que indica a quimioprofilaxia primária. Para RN coabitante de caso bacilífero, o MS manda manter o aleitamento, adiar a BCG e dar isoniazida (ou rifampicina) por 3 meses; depois, prova tuberculínica: 5 mm ou mais, completar o tratamento; menos de 5 mm, suspender e vacinar.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.