Recém-nascido (Rn) termo está com 10 dias de vida, em aleitamento materno exclusivo, com bom ganho ponderal, diurese e evacuação presentes. Ao exame físico encontra-se ictérico zona II de Kramer. Qual deve ser sua conduta neste momento:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos um recém-nascido, que é um bebê que acabou de nascer, e ele é termo, ou seja, nasceu no tempo certo, o que já nos dá uma ideia de sua maturidade.
- A idade dele é de dez dias de vida. Isso é super importante, porque a icterícia fisiológica geralmente já está em fase de resolução nesse período.
- Ele está em aleitamento materno exclusivo, o que é um dado relevante, pois a icterícia do aleitamento materno é uma causa comum de icterícia prolongada.
- O bebê apresenta bom ganho ponderal, diurese e evacuação presentes. Isso nos indica que ele está bem hidratado, se alimentando adequadamente e que a função intestinal está normal, o que é um bom sinal.
- Ao exame físico, ele está ictérico na zona dois de Kramer. A zona de Kramer nos dá uma estimativa visual da extensão da icterícia, e a zona dois indica que ela está presente até o umbigo, mas não é a mais grave.
- Com dez dias de vida, a icterícia fisiológica já deveria estar diminuindo. No entanto, como o bebê está em aleitamento materno exclusivo e apresenta bom estado geral, a principal hipótese é a icterícia do leite materno.
- Mesmo sendo uma condição benigna, a icterícia prolongada sempre exige uma avaliação para descartar causas patológicas, como colestase ou hemólise, mas a conduta inicial deve ser a menos invasiva possível, considerando o bom estado geral do bebê.
- A alternativa A sugere manter o aleitamento materno, o que está correto, mas investigar colestase de imediato não é a primeira conduta para um bebê que está bem, sem fezes claras ou urina escura, e com bom ganho de peso. A investigação de colestase seria mais indicada se houvesse outros sinais ou se a icterícia persistisse ou piorasse após a reavaliação.
- A alternativa B também propõe manter o aleitamento materno, o que é adequado. Contudo, investigar doença hemolítica não se encaixa tão bem neste cenário. Doenças hemolíticas geralmente causam icterícia mais precoce, mais intensa e podem vir acompanhadas de outros sinais como palidez ou hepatoesplenomegalia, que não foram descritos aqui.
- A alternativa D sugere iniciar fórmula infantil, o que é incorreto. Não há necessidade de interromper o aleitamento materno, que é o alimento ideal para o bebê, especialmente quando ele está ganhando peso e se desenvolvendo bem. A fórmula não resolve a icterícia do leite materno e pode prejudicar o vínculo e a amamentação.
- A alternativa C, que é a correta, indica manter o aleitamento materno, o que é fundamental, e reavaliar a icterícia em cinco a sete dias. Isso permite monitorar a evolução da icterícia, garantindo que ela não progrida e que o bebê continue bem, ao mesmo tempo em que se mantém a amamentação. Se a icterícia persistir ou piorar na reavaliação, aí sim, exames complementares como a dosagem de bilirrubinas totais e frações seriam indicados.
- Em um recém-nascido termo com dez dias de vida, em aleitamento materno exclusivo e com bom estado geral, com icterícia zona dois de Kramer, a conduta é manter o aleitamento materno e reavaliar clinicamente a icterícia em alguns dias, para observar sua evolução.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Hiperbilirrubinemia indireta no período neonatalSBP, 2021 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.