Recém-nascido termo, nasceu de parto cesáreo de urgência por prolapso de cordão e com líquido amniótico meconial. Apresentou-se hipotônico e sem movimentos respiratórios. Foi colocado sob fonte calor radiante e secado. Foram iniciadas as manobras de reanimação e compressões torácicas, realizada intubação orotraqueal com ventilação com pressão positiva com boa expansibilidade. Após 60 segundos de aplicação destas medidas, permaneceu sem resposta adequada. O próximo passo na assistência a essa criança é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso clínico, que nos traz um recém-nascido muito peculiar, não é mesmo?
- Esse dado é importante porque as diretrizes de reanimação podem variar um pouco para prematuros extremos, mas aqui estamos falando de um bebê a termo.
- Ele nasceu de um parto cesáreo de urgência por prolapso de cordão, e isso já nos acende um alerta para asfixia, concorda?
- Além disso, o líquido amniótico era meconial, o que sempre nos faz pensar em aspiração, mas vamos ver como a situação evolui.
- O bebê se apresentou hipotônico e sem movimentos respiratórios, indicando uma depressão importante ao nascer, o que justifica a necessidade de reanimação.
- Foram iniciadas as manobras de reanimação, incluindo compressões torácicas e intubação orotraqueal, e o enunciado destaca que houve boa expansibilidade pulmonar com a ventilação com pressão positiva.
- E aqui vem o ponto crucial: após sessenta segundos de aplicação dessas medidas, o recém-nascido permaneceu sem resposta adequada.
- Então, temos um recém-nascido a termo, que passou por reanimação completa, com ventilação efetiva e compressões torácicas por sessenta segundos, mas ainda não respondeu adequadamente.
- Nesse cenário, o algoritmo de reanimação neonatal é bem claro sobre qual deve ser o próximo passo.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas que não se encaixam nesse quadro.
- A alternativa A sugere manter os procedimentos por mais dois minutos e reavaliar, mas isso não está correto.
- Após sessenta segundos de compressões coordenadas com ventilação efetiva, se não há resposta, não podemos esperar mais; o próximo passo é a administração de adrenalina.
- A alternativa C propõe realizar expansão com dez mililitros por quilo de solução fisiológica a 0,9 por cento.
- Essa conduta seria indicada se houvesse suspeita de hipovolemia, como perda sanguínea ou sinais de choque, mas o prolapso de cordão causa asfixia por compressão, não perda de sangue.
- Como não há sinais de hipovolemia descritos, a adrenalina vem antes da expansão volêmica.
- A alternativa D sugere realizar aspiração das vias aéreas devido ao mecônio.
- No entanto, a aspiração traqueal de rotina em recém-nascidos com líquido meconial não é mais indicada.
- A aspiração só seria feita se houvesse obstrução da via aérea durante a ventilação, mas o enunciado nos diz que há boa expansibilidade, o que significa que a via aérea está pérvia.
- Portanto, a alternativa correta é a B.
- Um recém-nascido a termo, intubado, com ventilação efetiva e que segue sem resposta após sessenta segundos de compressões coordenadas, tem indicação clara de adrenalina.
- A via preferencial é a endovenosa, pelo cateter venoso umbilical, na dose de 0,02 miligramas por quilo, conforme as diretrizes da Sociedade Brasileira de Pediatria.
- Então, recém-nascido a termo, com frequência cardíaca abaixo de sessenta batimentos por minuto após sessenta segundos de reanimação completa e efetiva, pense sempre em adrenalina.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas — diretrizes de junho/2026SBP, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
Comentário atualizado em