Durante a reanimação em sala de parto de um RN de 35 semanas e 4 dias de idade gestacional, a frequência cardíaca se mantem menor que 60 bpm, mesmo após 60 segundos de VPP com cânula traqueal e O₂ a 100% e acompanhada de massagem cardíaca. De acordo com as Diretrizes de Reanimação Neonatal da Sociedade Brasileira de Pediatria, por qual via a adrenalina e expansores deverão preferencialmente ser administrados?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, a gente vê que é um recém-nascido de 35 semanas e 4 dias de idade gestacional. Isso significa que é um pré-termo tardio, e as diretrizes de reanimação neonatal se aplicam a ele.
- A frequência cardíaca se mantém menor que 60 batimentos por minuto, o que é um sinal de gravidade e indica a necessidade de intervenções mais avançadas.
- É importante notar que essa frequência cardíaca baixa persiste mesmo após 60 segundos de ventilação com pressão positiva com cânula traqueal, oxigênio a 100 por cento e massagem cardíaca. Isso nos leva ao próximo passo do algoritmo de reanimação, que é a administração de medicações.
- A questão pergunta sobre a via preferencial para administrar adrenalina e expansores, que são os fármacos indicados nessa situação de falha das manobras iniciais.
- Diante de uma bradicardia persistente, mesmo após ventilação adequada e massagem cardíaca, a próxima etapa é a administração de adrenalina. Se houver sinais de choque ou perda sanguínea, expansores também são indicados.
- Para que esses medicamentos ajam rapidamente e de forma eficaz, precisamos de uma via de acesso que seja segura, rápida e confiável no ambiente de sala de parto.
- A alternativa A sugere a veia periférica braquial. Embora seja um acesso venoso, em uma situação de emergência neonatal grave, como essa, o acesso periférico pode ser difícil e demorado de obter, além de ter um fluxo menor, o que não é o ideal para a administração rápida de medicações que salvam vidas.
- A alternativa B propõe a via endotraqueal. A adrenalina pode ser administrada por essa via, mas sua absorção é menos previsível e a dose necessária é maior. Além disso, expansores não podem ser administrados por via endotraqueal, tornando essa opção inadequada para o conjunto de medicações que precisamos.
- A alternativa D menciona a via intraóssea. A via intraóssea é uma excelente alternativa para acesso vascular rápido em emergências pediátricas, mas nas diretrizes de reanimação neonatal, ela é considerada uma opção quando o acesso preferencial não está disponível ou falha, não sendo a primeira escolha.
- A alternativa E, veia jugular interna, não é a primeira opção durante a reanimação na sala de parto. A punção de veia jugular interna é mais complexa, exige mais tempo e pode ter mais riscos de complicações em um recém-nascido em situação crítica.
- A alternativa C, veia umbilical, é a via preferencial. O cateterismo da veia umbilical oferece um acesso rápido e seguro para a administração de medicações como adrenalina e expansores, sendo a primeira escolha nas diretrizes de reanimação neonatal quando há necessidade de acesso vascular para fármacos.
- Então, criança pré-termo tardio com bradicardia persistente após ventilação e massagem cardíaca, pense sempre em adrenalina e expansores pela veia umbilical.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas — diretrizes de junho/2026SBP, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.