A genitora de um paciente de 5 anos, com epilepsia refratária ao tratamento convencional, questiona o pediatra quanto a indicação do uso de canabidiol (CBD). O pediatra prescreve e justifica confirmando que há evidências na literatura para o uso desta substância com resposta para o tipo de epilepsia da criança. Qual é o provável diagnóstico deste paciente?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando os dados do caso. Temos um paciente de cinco anos, e essa idade é importante porque algumas síndromes epilépticas têm manifestação mais comum na infância, como é o caso das que respondem ao canabidiol.
- O enunciado nos diz que ele tem uma epilepsia refratária ao tratamento convencional, o que significa que os medicamentos habituais não estão controlando as crises.
- A genitora questiona sobre o uso de canabidiol, uma substância que tem sido estudada para o tratamento de certas epilepsias.
- E o pediatra confirma que há evidências na literatura para o uso do canabidiol para o tipo de epilepsia dessa criança, o que é um dado crucial para a nossa resposta.
- Então, temos uma criança com epilepsia refratária e a indicação de um tratamento com canabidiol que tem evidência científica… isso nos direciona para um grupo específico de diagnósticos.
- A literatura atual, conforme o resumo nos informa, aponta que o canabidiol purificado tem eficácia comprovada em ensaios randomizados para três epilepsias graves da infância: a síndrome de Lennox-Gastaut, a síndrome de Dravet e o complexo esclerose tuberosa.
- Portanto, o provável diagnóstico do paciente deve ser uma dessas três condições, já que o pediatra justificou a prescrição com base em evidências.
- Analisando a alternativa B, que fala em epilepsia por malformações corticais estáveis, o comentário nos diz que, embora causem epilepsia focal farmacorresistente, não há evidência robusta para o canabidiol fora das síndromes de Dravet, Lennox-Gastaut e esclerose tuberosa.
- A alternativa C, sobre epilepsia idiopática generalizada com crises mioclônicas, também está incorreta, pois essas epilepsias raramente são refratárias e o canabidiol não tem evidência de eficácia nelas.
- Já a alternativa D, que menciona epilepsia focal resistente a drogas anticonvulsivantes, é muito genérica. O comentário explica que os ensaios do canabidiol não incluíram epilepsia focal em geral, mas apenas a associada ao complexo esclerose tuberosa, que é uma das três síndromes específicas.
- A alternativa correta é a A, Síndrome de Lennox-Gastaut. Conforme o resumo e os comentários, essa é uma das três epilepsias graves da infância para as quais o canabidiol purificado tem eficácia comprovada em ensaios randomizados, justificando a prescrição do pediatra.
- Então, criança com epilepsia refratária e indicação de canabidiol com evidência, pense sempre em síndrome de Lennox-Gastaut, síndrome de Dravet ou complexo esclerose tuberosa.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Indicação e uso de cannabis em pacientes pediátricosSBP, documento online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
Comentário atualizado em