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Pediatrando

Um menino com 6 anos é encaminhado à unidade de estratégia de saúde da família pela escola em que estuda, por estar apresentando dificuldades de aprendizagem. A professora havia relatado para a mãe que o menino não conseguia progredir na memorização de letras e que não associava cores e imagens às palavras como faziam as demais crianças. Orientou, portanto, a realização de uma avaliação médica, pois desconfiava de que o menino tinha um transtorno de aprendizagem. Diante disso, o médico avalia o paciente e relata as seguintes observações sobre ele: face atípica sem estigmas de doenças genéticas; ausência de doenças prévias, de distúrbio visual ou auditivo, de histórias de condições de morbidade perinatal, de alerta de desenvolvimento neuropsicomotor, de uso de medicamentos, de convulsões e de história de meningite. Acrescenta que o ambiente familiar é com pais trabalhadores e empregados e com um irmão de 9 anos do qual não há queixas escolares. Registra, ainda, que não foram identificados riscos ambientais, como alcoolismo, uso de drogas, depressão e outros transtornos. Com base nessas informações, a conduta médica inicial adequada é encaminhar o paciente para uma

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Resposta: A

  1. A) avaliação psicopedagógica, a fim de identificar o transtorno de aprendizagem específico.

    Exame clínico, visão, audição, histórico perinatal e ambiente familiar normais afastam causas orgânicas e sociais; dificuldade persistente com as letras aos 6 anos justifica avaliação psicopedagógica para caracterizar o transtorno específico e intervir cedo.

  2. B) reavaliação junto à escola, já que não há parâmetros para avaliar transtorno de aprendizagem aos 6 anos de idade.

    Embora o diagnóstico formal de transtorno de aprendizagem exija tempo de escolarização, sinais precoces de dificuldade com letras e associações devem ser avaliados já, pois a intervenção precoce muda o prognóstico.

  3. C) consulta com um neuropediatra, com o objetivo de identificar doenças que possam gerar transtornos de aprendizagem.

    Sem sinais de alerta neurológicos, sem convulsões, sem atraso do desenvolvimento e com exame normal, encaminhar ao neuropediatra antes da avaliação pedagógica é etapa desnecessária.

  4. D) equipe de reforço pedagógico, a fim de realizar acompanhamento intensivo, já que a criança não apresenta doenças.

    Reforço pedagógico genérico sem antes caracterizar a natureza da dificuldade não é a conduta médica inicial; primeiro se identifica o problema, depois se planeja a intervenção.

Resumo para lembrar

Diante de dificuldade escolar, o pediatra afasta déficit sensorial, doença neurológica, problemas ambientais e outros transtornos do neurodesenvolvimento; sem alterações, o passo seguinte é a avaliação psicopedagógica para caracterizar o transtorno específico de aprendizagem e iniciar a intervenção cedo.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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