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Pediatrando

Uma criança com 6 anos é levada à unidade básica de saúde por sua mãe, apresentando quadro de febre, mal-estar, hiporexia, dores no corpo, otalgia, cefaleia, exantema e desidratação há 5 dias. A paciente é procedente de área com casos de dengue. Para tratar sua filha, a mãe administrou, por indicação de uma vizinha, antibiótico via otológica, por 3 dias, sem melhora. Ao exame físico, a paciente encontra-se febril (38,6 °C), hipocorada (+/4) e levemente desidratada, sem outras alterações. Nesse caso, além de prescrever antitérmico, qual é a conduta médica adequada para realizar a investigação diagnóstica e o tratamento apropriado para a criança?

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Resposta: C

  1. A) Realizar prova do laço; e prescrever amoxicilina ou clavulanato de potássio à paciente, orientando o retorno após 3 dias.

    Amoxicilina só se a otoscopia mostrar otite média; prescrever antibiótico sem examinar o ouvido, e sem hidratação, não trata a dengue nem esclarece a otalgia.

  2. B) Realizar otoscopia; solicitar hemograma; e prescrever amoxicilina ou clavulanato de potássio à paciente, orientando o retorno após 3 dias.

    Otoscopia e hemograma são razoáveis, mas falta a prova do laço, obrigatória na suspeita de dengue, e o antibiótico é decidido pelo exame, não prescrito às cegas; a hidratação oral também está ausente.

  3. C) Realizar prova do laço e otoscopia; e prescrever hidratação oral à paciente, orientando o retorno no 5º dia após a consulta, se não melhorar.

    Prova do laço para estadiar a dengue e otoscopia para investigar a otalgia (pode ser só a mialgia da dengue, não otite) compõem a avaliação; sem sinal de alarme, hidratação oral com retorno para reavaliação e orientação de voltar de imediato se surgir alarme.

  4. D) Realizar prova do laço; solicitar hemograma; e prescrever hidratação parenteral com SF 0,9% à paciente, mantendo-a em observação por, pelo menos, 24 horas.

    Hidratação parenteral com observação de 24 horas é conduta do grupo C, que exige sinal de alarme (dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramento, letargia, hipotensão); desidratação leve se corrige por via oral.

Resumo para lembrar

Febre com mialgia, cefaleia, exantema e desidratação em área com dengue exige prova do laço e busca de sinais de alarme em toda consulta; otalgia pede otoscopia. Sem sinal de alarme: hidratação oral (60 a 80 mL/kg/dia), sem AAS ou anti-inflamatório, e reavaliação frequente até a defervescência e o fim da fase crítica.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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