Um paciente de 8 anos de idade é levado às pressas ao pronto atendimento devido à edema labial. Os pais relatam que estavam em um almoço de família quando notaram a alteração. Relatam que durante trajeto o paciente apresentou vários episódios de vômitos. Ao exame físico, você nota ausência de urticária, ausculta respiratória sem alterações e pressão normal para idade. Diante do caso e do tema, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria e a World Allergy Organization, assinale a alternativa CORRETA:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico, que é a base para qualquer diagnóstico e conduta. O enunciado nos apresenta um paciente de 8 anos de idade.
- Ele foi levado ao pronto atendimento por edema labial, que é um sinal importante de reação alérgica, indicando envolvimento de pele ou mucosas.
- Os pais relatam que ele apresentou vários episódios de vômitos durante o trajeto. Isso nos mostra um envolvimento gastrointestinal, o que é um dado crucial para a gravidade do quadro.
- No exame físico, é importante notar a ausência de urticária. Muitas vezes associamos anafilaxia à urticária, mas ela não é um critério obrigatório para o diagnóstico.
- A ausculta respiratória estava sem alterações, o que significa que não havia sibilos ou dificuldade para respirar naquele momento.
- E a pressão arterial estava normal para a idade, o que é um bom sinal, mas não exclui a gravidade do quadro alérgico.
- Com esses dados, temos um paciente com edema labial, que é um sintoma cutâneo ou mucoso, e vômitos, que é um sintoma gastrointestinal. A presença de envolvimento de dois ou mais sistemas já nos permite diagnosticar anafilaxia, mesmo sem hipotensão ou sintomas respiratórios graves, de acordo com os critérios da Sociedade Brasileira de Pediatria e da World Allergy Organization.
- Agora que estabelecemos o diagnóstico de anafilaxia, vamos analisar as alternativas. A alternativa 'A' sugere adrenalina endovenosa.
- No entanto, a adrenalina intravenosa em bolus não é a primeira linha de tratamento para anafilaxia e aumenta o risco de eventos graves, por isso esta alternativa está incorreta.
- A alternativa 'B' afirma que ainda não fecha critérios de anafilaxia, faltando envolvimento cutâneo e respiratório.
- Como discutimos, a anafilaxia pode ocorrer sem todos os sistemas envolvidos, e o paciente já apresenta envolvimento de dois sistemas (pele/mucosa e gastrointestinal). Não devemos esperar a progressão dos sintomas para tratar, tornando esta alternativa incorreta.
- A alternativa 'D' sugere que se trata de uma reação alérgica moderada e propõe adrenalina inalatória.
- A anafilaxia não é uma reação moderada, e o anti-histamínico e o corticoide não substituem a adrenalina intramuscular. Além disso, a adrenalina inalatória não é equivalente à via intramuscular para o tratamento da anafilaxia, o que invalida esta alternativa.
- Finalmente, a alternativa 'C' afirma que se trata de anafilaxia e que a adrenalina intramuscular deve ser administrada imediatamente, podendo ser repetida.
- Esta é a alternativa correta. A adrenalina intramuscular é a primeira linha de tratamento para anafilaxia e pode ser repetida após 5 a 15 minutos, caso não haja resposta adequada à primeira dose, conforme os protocolos.
- Para finalizar, lembre-se que em uma criança com edema labial e vômitos, mesmo sem outros sinais graves, devemos sempre pensar em anafilaxia e agir rapidamente com adrenalina intramuscular.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Anaphylaxis — reconhecimento e tratamentoRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.