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Pediatrando

Pré-escolar, masculino, 5 anos, tem história de alergia alimentar a amendoim. Após consumir um pedaço de bolo, começa a tossir e sua voz fica rouca. Levado à emergência desenvolve urticária generalizada, edema dos lábios e pálpebras, e começa a apresentar dificuldade respiratória, com sibilos audíveis. A conduta indicada é administrar:

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Resposta: C

  1. A) Oxigênio a 100% com máscara.

    Oxigênio é suporte útil, mas não interrompe a reação nem trata o edema de via aérea e o broncoespasmo; sozinho, atrasa a adrenalina, que é o que muda o desfecho.

  2. B) Prometazina intramuscular.

    Anti-histamínico alivia apenas urticária e prurido, demora mais de 30 minutos para agir e não reverte obstrução de via aérea, broncoespasmo nem hipotensão; a prometazina ainda seda e pode causar hipotensão.

  3. C) Adrenalina intramuscular na coxa.

    Urticária, angioedema, rouquidão, tosse e sibilos após alérgeno conhecido definem anafilaxia; a adrenalina IM na coxa (0,01 mg/kg, máximo 0,3 mg) reverte edema de via aérea, broncoespasmo e vasodilatação em minutos e pode ser repetida.

  4. D) Hidrocortisona endovenosa.

    Corticoide não age nas primeiras horas e não previne de forma comprovada a reação bifásica; é adjuvante e nunca substitui a adrenalina.

Resumo para lembrar

Reação a alimento com pele mais via aérea, ou com comprometimento respiratório ou circulatório, é anafilaxia; o tratamento de primeira linha é adrenalina intramuscular 0,01 mg/kg da solução 1 mg/mL (máximo 0,3 mg na criança, 0,5 mg no adolescente) no vasto lateral da coxa, repetida em 5 a 15 minutos se preciso.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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