Pré-escolar, masculino, 5 anos, tem história de alergia alimentar a amendoim. Após consumir um pedaço de bolo, começa a tossir e sua voz fica rouca. Levado à emergência desenvolve urticária generalizada, edema dos lábios e pálpebras, e começa a apresentar dificuldade respiratória, com sibilos audíveis. A conduta indicada é administrar:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Começando a análise do caso, temos um pré-escolar, um menino de cinco anos. A idade é importante para pensarmos na dose de medicamentos e no desenvolvimento esperado da criança.
- Ele tem uma história de alergia alimentar a amendoim, o que já nos acende um alerta para reações alérgicas graves.
- E o gatilho foi após consumir um pedaço de bolo, confirmando a exposição ao alérgeno.
- Os primeiros sintomas foram que ele começou a tossir e sua voz ficou rouca, indicando um possível comprometimento das vias aéreas superiores.
- Ao chegar na emergência, ele desenvolveu urticária generalizada e edema dos lábios e pálpebras, mostrando uma reação cutânea e angioedema.
- E, o mais preocupante, começou a apresentar dificuldade respiratória, com sibilos audíveis, o que aponta para broncoespasmo e comprometimento das vias aéreas inferiores.
- Com todos esses achados, como a exposição a um alérgeno conhecido e o comprometimento de múltiplos sistemas, como pele, via aérea superior e inferior, o diagnóstico é claro.
- Estamos diante de um quadro de anafilaxia, que é uma reação alérgica grave e de rápida progressão, que pode ser fatal.
- Nesse cenário, a conduta mais importante e que salva vidas é a administração imediata do medicamento de primeira linha.
- Vamos analisar a alternativa A: Oxigênio a 100 por cento com máscara. Embora o oxigênio seja um suporte importante, ele não interrompe a reação alérgica nem trata o edema de via aérea ou o broncoespasmo, e atrasa a medicação principal.
- A alternativa B sugere Prometazina intramuscular. Os anti-histamínicos, como a prometazina, aliviam apenas sintomas cutâneos como urticária e prurido, demoram para agir e não revertem a obstrução de via aérea ou o broncoespasmo, além de poderem causar sedação e hipotensão.
- A alternativa D propõe Hidrocortisona endovenosa. Os corticoides não agem nas primeiras horas de uma reação anafilática e não previnem a reação bifásica de forma comprovada, sendo apenas um adjuvante e nunca substituindo o tratamento principal.
- Por fim, a alternativa C: Adrenalina intramuscular na coxa. Esta é a conduta correta. A adrenalina é o tratamento de primeira linha para anafilaxia, pois reverte rapidamente o edema de via aérea, o broncoespasmo e a vasodilatação, e deve ser administrada na dose de 0,01 miligrama por quilo, com máximo de 0,3 miligramas, na coxa.
- Então, lembre-se: uma criança com exposição a alérgeno conhecido e sinais de comprometimento de dois ou mais sistemas, como pele e respiratório, sempre pense em anafilaxia e administre adrenalina intramuscular.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Anaphylaxis — reconhecimento e tratamentoRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.