Menina de 6 anos estava brincando em parquinho ao ar livre, quando sentiu dor aguda em braço direito, com hiperemia e edema local. Após 15 minutos evoluiu com urticária em tronco, coriza, espirros e apresentou 2 episódios de vômito. Qual é o tratamento inicial para esse caso?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso. Temos uma menina de 6 anos, e essa idade é importante porque estamos falando de pediatria, o que já nos direciona para protocolos específicos para crianças.
- Ela estava brincando e sentiu uma dor aguda no braço direito, com a pele vermelha e inchada no local. Isso sugere um evento localizado, como uma picada ou contato com algo irritante.
- O próximo dado crucial é o tempo de evolução: apenas 15 minutos depois, ela já apresentava outros sintomas. Essa rapidez é um alerta.
- Ela evoluiu com urticária no tronco, coriza e espirros. Isso mostra que a reação não ficou restrita ao braço, mas se espalhou para a pele e o sistema respiratório.
- Além disso, ela teve dois episódios de vômito, o que indica o envolvimento do sistema gastrointestinal.
- A presença de uma reação local inicial, que evoluiu rapidamente para sintomas em múltiplos sistemas como pele, vias aéreas e gastrointestinal, é muito sugestiva de uma reação alérgica sistêmica grave.
- Quando temos o envolvimento de dois ou mais sistemas do corpo em uma reação alérgica aguda, como a urticária na pele, coriza e espirros nas vias aéreas e vômitos no sistema gastrointestinal, o diagnóstico é de anafilaxia.
- A anafilaxia é uma emergência médica que exige tratamento imediato para evitar complicações graves e potencialmente fatais.
- Analisando as alternativas, a letra B sugere o uso de anti-histamínico via oral. Embora ele possa aliviar os sintomas de pele, como a urticária, ele não trata o risco de obstrução das vias aéreas ou o choque circulatório, que são as maiores preocupações na anafilaxia.
- A alternativa C propõe corticoide via oral. O corticoide tem um início de ação mais lento e, por isso, não é a medicação de primeira linha para uma emergência como a anafilaxia. Ele pode ser usado como adjuvante, mas nunca substitui o tratamento principal.
- Já a alternativa D, antiemético intramuscular, trata apenas o sintoma de vômito. No entanto, o vômito é uma manifestação da reação alérgica sistêmica, e o antiemético não resolve a causa subjacente nem as outras manifestações mais graves da anafilaxia.
- A alternativa A, adrenalina intramuscular, é o tratamento de escolha para anafilaxia. A adrenalina age rapidamente, revertendo a broncoconstrição, a vasodilatação e o edema, sendo fundamental para estabilizar o paciente em uma emergência alérgica grave.
- Então, uma criança de 6 anos com uma reação alérgica rápida envolvendo múltiplos sistemas, como pele, vias aéreas e gastrointestinal, deve sempre nos fazer pensar em anafilaxia, e o tratamento inicial é a adrenalina.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Anaphylaxis — reconhecimento e tratamentoRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.