Um recém-nascido a termo, nascido de parto normal sem intercorrências, recebeu alta para casa após 24 horas. O exame físico não revelou nenhum sopro. Na consulta de rotina de 2 semanas, o médico ouviu um sopro holossistólico de grau 3/6, melhor audível sobre a borda esternal média e inferior esquerda. Qual é a cardiopatia congênita?
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Resposta: D
A) Estenose valvar aórtica.
A estenose aórtica dá sopro sistólico ejetivo na borda esternal direita alta, irradiado para o pescoço, muitas vezes com clique de ejeção. Não depende da queda da resistência pulmonar e costuma ser audível já ao nascer.
B) Comunicação interatrial.
A CIA tem sopro sistólico ejetivo suave na borda esternal esquerda alta, por hiperfluxo pulmonar, com desdobramento fixo de B2. Costuma ser percebida meses ou anos depois e não é holossistólica.
C) Persistência do ducto arterial.
O canal arterial persistente dá sopro contínuo em maquinaria na região infraclavicular esquerda; no RN pode ser só sistólico, mas na borda esternal esquerda alta. No RN a termo o canal costuma fechar nos primeiros dias.
D) Comunicação interventricular.
Sopro holossistólico 3/6 na borda esternal esquerda média e baixa, ausente na alta e audível com 2 semanas, é CIV: com a queda da resistência pulmonar cresce o gradiente entre os ventrículos e o shunt esquerda-direita. As pequenas costumam fechar sozinhas; as grandes levam a insuficiência cardíaca entre 4 e 8 semanas.
Resumo para lembrar
Na CIV, a resistência vascular pulmonar alta ao nascer aproxima as pressões dos ventrículos e o sopro pode faltar na alta da maternidade. Com a queda da resistência nas primeiras semanas, o shunt esquerda-direita cresce e surge o sopro holossistólico na borda esternal esquerda média e baixa, em geral entre 1 e 6 semanas de vida.
Dúvidas respondidas
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