- A) Miocardite viral aguda.
Miocardite viral é aguda, com pródromo viral, taquicardia desproporcional, arritmias e ritmo de galope; o precórdio tende a ser hipodinâmico e a radiografia mostra congestão venosa, não hiperfluxo. O quadro crônico com baixo ganho ponderal aponta para shunt.
- B) Comunicação interventricular ampla.
Sudorese e cansaço às mamadas, taquidispneia e baixo ganho ponderal crônicos, com precórdio hiperdinâmico, cardiomegalia e trama vascular pulmonar aumentada, indicam hiperfluxo pulmonar por shunt esquerda-direita, e a CIV ampla é a causa mais frequente. O tratamento inclui diurético e aporte calórico, seguidos de correção cirúrgica antes que a resistência pulmonar aumente de forma irreversível.
- C) Cardiomiopatia hipertrófica familiar.
Cardiomiopatia hipertrófica causa disfunção diastólica, sopro de obstrução da via de saída e risco de morte súbita, com área cardíaca muitas vezes normal na radiografia; hiperfluxo pulmonar e precórdio hiperdinâmico por shunt não fazem parte do quadro.
- D) Coarctação da aorta.
Coarctação causa insuficiência cardíaca no período neonatal (forma crítica, com o fechamento do canal) ou hipertensão nos membros superiores com pulsos femorais fracos na criança maior; não gera hiperfluxo pulmonar.
- E) Doença reumática cardíaca.
Febre reumática é rara antes dos 5 anos, com pico entre 5 e 15 anos, e a cardite depende de faringite estreptocócica prévia; aos 2 anos, com quadro crônico desde as mamadas, não é hipótese provável.
Resumo para lembrar
Insuficiência cardíaca no lactente e na criança pequena vem sobretudo de cardiopatia com shunt esquerda-direita. Taquidispneia, sudorese às mamadas, baixo ganho ponderal, hepatomegalia, precórdio hiperdinâmico, cardiomegalia e hiperfluxo pulmonar sugerem CIV ampla, que se manifesta quando a resistência pulmonar cai (4 a 8 semanas) e deve ser corrigida antes de lesar os vasos pulmonares.