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Pediatrando

Um residente de plantão na neonatologia foi chamado para prestar assistência em sala de parto a um recém-nascido com 36 semanas de idade gestacional, que nasceu de parto vaginal, hipotônico e com respiração irregular. O obstetra realizou o clampeamento imediato do cordão umbilical e entregou o bebê ao profissional, que o colocou em contato pele a pele com a genitora, secou-o fazendo estímulo no dorso, enrolou em outro campo estéril para aquecê-lo, e após isso posicionou abrindo a via aérea. Após esses cuidados iniciais, realizou a primeira reavaliação. O preceptor faz a avaliação do desempenho do residente de acordo com as recomendações do Programa de Reanimação Neonatal da SBP. Nesse caso, qual deve ser a sugestão do preceptor para que o residente melhore?

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Resposta: D

  1. A) O residente poderia ter posicionado primeiro o RN para garantir a perviedade de suas vias aéreas.

    No PRN-SBP, sob o calor radiante, a manutenção da normotermia (secar e desprezar os campos úmidos) vem antes de posicionar a cabeça; a ordem que o residente seguiu está correta, e todos os passos cabem em 30 s.

  2. B) Da próxima vez, o residente deve solicitar a realização do clampeamento do cordão somente após um a três minutos.

    O clampeamento após 60 s ou mais é para o RN com boa vitalidade; no RN hipotônico e com respiração irregular, adiar o clampeamento retarda a VPP e não traz benefício. Pode-se fazer estímulo tátil breve no dorso antes de clampear, e a regra se manteve nas diretrizes de 2026.

  3. C) Diante de um RN prematuro sem boa vitalidade ao nascer, o residente deveria ter aspirado as vias aéreas como de rotina.

    A aspiração de vias aéreas não é rotina em nenhum RN, só quando há excesso de secreção obstruindo a via aérea; aspirar sem indicação atrasa a ventilação e pode causar bradicardia reflexa.

  4. D) O residente deveria ter levado o RN para o berço de reanimação e então ter ofertado os cuidados na mesma sequência em que realizou.

    Hipotônico e com respiração irregular, o RN de 36 semanas não tem boa vitalidade e deve ser levado à mesa sob calor radiante, não mantido em pele a pele. Lá se fazem os passos iniciais na ordem que o residente usou (secar, desprezar campos úmidos, posicionar a cabeça, aspirar só se necessário), seguidos da avaliação de FC e respiração.

Resumo para lembrar

No PRN-SBP, o RN de 34 semanas ou mais que não respira regularmente ou está hipotônico não tem boa vitalidade: após estímulo tátil breve no dorso, clampeia-se o cordão e o RN vai à mesa sob calor radiante para os passos iniciais em até 30 s (secar, desprezar campos úmidos, posicionar a cabeça, aspirar só se houver secreção) e reavaliar FC e respiração.

Explicação

Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.

Pediatrando o tema

Reanimação: RN sem boa vitalidade — uma pediatra ensina o tema da questão na lousa, escrevendo enquanto fala.em validação

0:00 / 3:56

Baseado em: Reanimação do recém-nascido ≥ 34 semanas — diretrizes do Programa de Reanimação Neonatal (SBP, 2026) · Neonatal resuscitation in the delivery room (UpToDate (literatura internacional), 2025–2026). Conteúdo em validação — não é comentário oficial da SBP.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

Comentário atualizado em

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