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Pediatrando

Uma criança com asma grave evolui com insuficiência respiratória. Qual estratégia ventilatória melhor reduz o risco de barotrauma?

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Resposta: C

  1. A) Frequência respiratória alta

    Na asma a expiração é lenta pela obstrução. Frequência alta encurta o tempo expiratório, aumenta o aprisionamento de ar e a auto-PEEP e eleva o risco de barotrauma e de hipotensão. O indicado é frequência baixa com expiração prolongada.

  2. B) PEEP baixa

    Na asma ventilada a PEEP é ajustada com cautela em relação à auto-PEEP, e PEEP baixa não é, por si, a estratégia que protege do barotrauma. O que mais reduz a hiperinsuflação é diminuir o volume-minuto e alongar a expiração, aceitando CO₂ mais alto.

  3. C) Hipercapnia permissiva

    Ao aceitar PaCO₂ elevada, desde que o pH se mantenha tolerável, usam-se frequência e volume corrente baixos com tempo expiratório longo. Isso reduz o aprisionamento de ar, a auto-PEEP e as pressões de via aérea, que são a causa do barotrauma e do pneumotórax no asmático ventilado.

  4. D) Ventilação manual contínua

    Ventilar com bolsa de forma contínua e vigorosa tende a gerar frequência e volume altos, sem controle de pressão nem de tempo expiratório, piorando o aprisionamento de ar. Na asma intubada, ventilar devagar e deixar o ar sair é o que protege o pulmão.

Resumo para lembrar

Na asma grave em ventilação mecânica o perigo é o aprisionamento de ar, com auto-PEEP, barotrauma, pneumotórax e hipotensão. A estratégia é a hipercapnia permissiva: frequência baixa, volume corrente baixo e tempo expiratório longo, aceitando CO₂ alto enquanto o pH for tolerável. Na piora súbita do intubado, pensar em pneumotórax e hiperinsuflação.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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