- A) Frequência respiratória alta
Na asma a expiração é lenta pela obstrução. Frequência alta encurta o tempo expiratório, aumenta o aprisionamento de ar e a auto-PEEP e eleva o risco de barotrauma e de hipotensão. O indicado é frequência baixa com expiração prolongada.
- B) PEEP baixa
Na asma ventilada a PEEP é ajustada com cautela em relação à auto-PEEP, e PEEP baixa não é, por si, a estratégia que protege do barotrauma. O que mais reduz a hiperinsuflação é diminuir o volume-minuto e alongar a expiração, aceitando CO₂ mais alto.
- C) Hipercapnia permissiva
Ao aceitar PaCO₂ elevada, desde que o pH se mantenha tolerável, usam-se frequência e volume corrente baixos com tempo expiratório longo. Isso reduz o aprisionamento de ar, a auto-PEEP e as pressões de via aérea, que são a causa do barotrauma e do pneumotórax no asmático ventilado.
- D) Ventilação manual contínua
Ventilar com bolsa de forma contínua e vigorosa tende a gerar frequência e volume altos, sem controle de pressão nem de tempo expiratório, piorando o aprisionamento de ar. Na asma intubada, ventilar devagar e deixar o ar sair é o que protege o pulmão.
Resumo para lembrar
Na asma grave em ventilação mecânica o perigo é o aprisionamento de ar, com auto-PEEP, barotrauma, pneumotórax e hipotensão. A estratégia é a hipercapnia permissiva: frequência baixa, volume corrente baixo e tempo expiratório longo, aceitando CO₂ alto enquanto o pH for tolerável. Na piora súbita do intubado, pensar em pneumotórax e hiperinsuflação.