Sobre a possível indicação de uso da domperidona em uma adolescente de 12 anos, de acordo com o Documento Científico da SBP "Regurgitação do Lactente (Refluxo Gastroesofágico Fisiológico) e doença do refluxo gastroesofágico em Pediatria), assinale a alternativa correta.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o enunciado. Primeiro, ele menciona o uso da domperidona, que é um procinético, e é o medicamento central da nossa discussão.
- Depois, o enunciado nos dá a idade da paciente, uma adolescente de 12 anos. Embora a idade seja importante para o contexto pediátrico geral, para a domperidona, o foco é mais na condição do que na faixa etária específica, mas é bom ter em mente.
- É crucial notar que a questão se baseia no Documento Científico da Sociedade Brasileira de Pediatria, que é a nossa referência oficial para essa prova.
- E o tema principal é a regurgitação e a doença do refluxo gastroesofágico, que são as condições onde a domperidona é frequentemente considerada, mas nem sempre indicada.
- Agora, vamos ao raciocínio. O documento da Sociedade Brasileira de Pediatria é bem claro: procinéticos como a domperidona geralmente não são indicados para a doença do refluxo gastroesofágico em crianças.
- Isso porque a domperidona não altera o refluxo em si e ainda tem o risco de prolongar o intervalo QT no eletrocardiograma, o que pode levar a arritmias cardíacas sérias.
- No entanto, o documento faz uma exceção importante: o uso da domperidona pode ser considerado em casos de esvaziamento gástrico lento, como a gastroparesia pós-viral.
- Vamos analisar a alternativa A, que fala em Síndrome de Sandifer. Essa síndrome, que são posturas distônicas associadas ao refluxo, é tratada com medidas posturais e supressão ácida, não com procinéticos como a domperidona.
- A alternativa C sugere a Doença do Refluxo Gastroesofágico. Como já vimos, as diretrizes não recomendam domperidona para DRGE devido à falta de eficácia e aos riscos de arritmia e efeitos extrapiramidais. O tratamento principal é com inibidores de bomba de prótons.
- A alternativa D menciona Esofagites pépticas com erosão. Nesses casos, o tratamento exige inibidor de bomba de prótons por várias semanas para cicatrizar a mucosa, e a domperidona não tem papel, pois não reduz a exposição ácida do esôfago.
- Por fim, a alternativa B, que é a correta, indica a Gastroparesia pós-processos virais. Esta é a única situação em que o documento da Sociedade Brasileira de Pediatria admite o uso da domperidona, por um breve período e com monitoramento do intervalo QT, para tratar a plenitude, náusea e vômito causados pelo esvaziamento gástrico lento.
- Então, lembre-se: em uma criança ou adolescente com doença do refluxo gastroesofágico, pense sempre em medidas comportamentais e supressão ácida, e evite procinéticos como a domperidona, a menos que seja uma gastroparesia pós-viral.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Doença do refluxo gastroesofágicoSBP, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.
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