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Coqueluche em alta: proteger quem ainda não vacina
Nota técnica da SBP responde ao aumento global de casos e reforça a dTpa em toda gestação e a estratégia cocoon.
O aumento de casos de coqueluche em vários países recolocou uma doença antiga na porta do pronto atendimento. Quem adoece grave é o lactente pequeno, que ainda não completou o esquema — e a fonte de contágio, quase sempre, é um adulto da casa com tosse arrastada.
O que mudou
- Nota técnica de alerta com reforço da dTpa em toda gestação, independentemente do intervalo entre gestações.
- Estratégia cocoon: vacinar os contatos domiciliares do recém-nascido.
- Atenção ao diagnóstico em lactentes: apneia e cianose podem ser a primeira manifestação, antes da tosse típica.
Suspeitar
- Tosse de mais de 2 semanas em paroxismos, com guincho ou vômito pós-tosse.
- No lactente jovem: apneia, cianose e engasgo — pode não haver guincho.
- Leucocitose com linfocitose acentuada reforça a hipótese.
- Adolescente ou adulto com tosse arrastada em casa é pista epidemiológica.
Conduzir
- Macrolídeo para o caso e para os contatos próximos, conforme protocolo.
- Notificação e avaliação da situação vacinal de toda a casa.
- Internação para o lactente pequeno com apneia, cianose ou dificuldade alimentar.
Na prática
Em toda consulta de puericultura do primeiro trimestre de vida, pergunte se a mãe tomou dTpa nesta gestação e se alguém em casa tem tosse há mais de duas semanas. As duas perguntas custam trinta segundos e mudam desfecho.
Referências
- Nota Técnica nº 190 — Coqueluche: atualizaçãoSociedade Brasileira de Pediatria · Departamento Científico de Imunizações · 13/02/2025
Conferir no original ↗ - Pertussis infection in infants and children: Treatment and preventionUpToDate · Tópico em revisão contínua (acesso por assinatura) · revisão 2026
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