A indicação de albumina humana no edema nefrótico grave deve ser individualizada, não sendo possível recomendar o seu uso sistemático. I – A infusão de albumina em pacientes hipervolêmicos deve ser feita com cautela. PORQUE II – Pode exacerbar a volemia, causando insuficiência cardíaca, edema pulmonar e piora da hipertensão arterial, sobretudo quando em infusão rápida.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar essa questão sobre o uso de albumina no edema nefrótico grave. Primeiro, o enunciado nos apresenta o tema central, que é a indicação de albumina humana.
- O contexto clínico específico é o edema nefrótico grave, o que já nos direciona para uma situação de maior complexidade e risco.
- A questão já nos adianta que o uso da albumina deve ser individualizado, ou seja, não é algo para ser feito de forma rotineira em todos os casos.
- A afirmativa I nos diz que a infusão de albumina em pacientes hipervolêmicos deve ser feita com cautela. Isso é um ponto crucial para a segurança do paciente.
- Em seguida, a afirmativa II começa a explicar o porquê, mencionando que a albumina pode exacerbar a volemia, ou seja, aumentar o volume de sangue circulante.
- E as consequências dessa exacerbação são bem sérias: insuficiência cardíaca, edema pulmonar e piora da hipertensão arterial, especialmente se a infusão for rápida.
- Agora, vamos conectar esses pontos. Sabemos que a albumina é uma proteína que tem um alto poder de puxar líquido para dentro dos vasos sanguíneos, expandindo o volume intravascular.
- Essa expansão volêmica, se ocorrer em um paciente que já está hipervolêmico, como a afirmativa I menciona, pode levar às complicações graves descritas na afirmativa II.
- Portanto, a afirmativa II, ao descrever o mecanismo e as consequências da infusão de albumina, justifica perfeitamente a cautela recomendada na afirmativa I para pacientes hipervolêmicos.
- Analisando a alternativa B, que diz que a II não é uma justificativa correta da I, vemos que ela está incorreta. Como acabamos de raciocinar, há uma clara relação causal e de justificativa entre as duas afirmativas.
- A alternativa C afirma que a afirmativa II está incorreta. Isso não é verdade, pois a sobrecarga cardiopulmonar e a piora da hipertensão são riscos reais e bem conhecidos da infusão de albumina em pacientes hipervolêmicos.
- Já a alternativa D diz que a afirmativa I está incorreta. Pelo contrário, a cautela na infusão de albumina em pacientes hipervolêmicos é totalmente apropriada e fundamental para evitar complicações.
- A alternativa E sugere que ambas as afirmativas estão incorretas. Isso também não procede, pois ambas descrevem aspectos verdadeiros e importantes sobre o uso da albumina, especialmente em pacientes com síndrome nefrótica e hipervolemia.
- Portanto, a alternativa correta é a A. Ambas as afirmativas estão corretas, e a afirmativa II realmente justifica a afirmativa I, explicando os riscos de exacerbar a volemia e as consequências graves em pacientes já hipervolêmicos.
- Para finalizar, lembre-se: em uma criança com edema nefrótico e sinais de hipervolemia, pense sempre na cautela extrema ao considerar a infusão de albumina, devido ao risco de sobrecarga circulatória.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Nephrotic syndromeRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.