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Pediatrando

Paciente masculino, 5 anos. Apresenta edema palpebral bilateral há 2 semanas, evoluindo para anasarca nos últimos 3 dias. A diurese estava preservada; entretanto, nas últimas 12 horas, houve agravamento do edema com ausência completa de diurese. Ao exame físico, a pressão arterial está dentro dos limites normais, os pulsos periféricos estão finos, e o paciente encontra-se taquicárdico. O estado geral do paciente é bom, sem sinais de desconforto respiratório ou febre, ou outras queixas. Ausência de história prévia de doenças renais ou autoimunes. Exames laboratoriais na tabela:

Imagem da questão — USP-RP R+ 2025, questão 53

Qual é a conduta mais apropriada para o manejo inicial deste paciente?

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Resposta: B

  1. A) Albendazol VO + Furosemida EV.

    Albendazol (ou ivermectina) é usado antes da corticoterapia para prevenir estrongiloidíase disseminada em áreas endêmicas, mas não resolve o problema imediato. Furosemida isolada em criança hipovolêmica agrava a depleção intravascular e pode precipitar lesão renal aguda e trombose.

  2. B) Albumina EV + Furosemida EV.

    Apesar do edema, há hipovolemia intravascular: taquicardia, pulsos finos, anúria, hematócrito de 45% e ureia desproporcional à creatinina. A albumina a 20% expande o volume circulante e a furosemida, dada ao fim da infusão, mobiliza o edema; em seguida se inicia prednisolona 60 mg/m²/dia.

  3. C) Restrição hídrica e dieta hiperproteica.

    Restringir líquidos em quem já está hipovolêmico e anúrico piora a perfusão renal. Dieta hiperproteica não é recomendada na síndrome nefrótica: a oferta deve ser normoproteica e hipossódica, pois excesso de proteína aumenta a proteinúria sem elevar a albumina.

  4. D) Enalapril VO + Rituximabe.

    IECA reduz a proteinúria, mas em criança hipovolêmica e anúrica derruba ainda mais a filtração e pode causar lesão renal aguda. Rituximabe é reservado à síndrome nefrótica corticodependente ou com recaídas frequentes, não ao manejo inicial.

Resumo para lembrar

Síndrome nefrótica com hipovolemia: anasarca com taquicardia, pulsos finos e anúria, hematócrito de 45%, ureia de 140 mg/dL com creatinina de 0,5 mg/dL e densidade urinária de 1035 indicam déficit pré-renal por baixa pressão oncótica (albumina 1,4 g/dL). A conduta é albumina a 20% (0,5 a 1 g/kg IV em 2 a 4 h) com furosemida ao fim da infusão.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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