- A) Após a obtenção da via aérea avançada.
A via aérea avançada não é pré-requisito para drogas: a ventilação com bolsa-válvula-máscara basta no início da RCP, e esperar a intubação atrasa a epinefrina e interrompe compressões. Cada minuto de atraso na primeira dose reduz a chance de retorno da circulação espontânea.
- B) O mais precoce possível na ressuscitação.
Sem choque a aplicar no ritmo não chocável, a epinefrina é o principal tratamento, e o atraso da primeira dose se associa a menor retorno da circulação espontânea e menor sobrevida na PCR intra-hospitalar pediátrica. Assim que houver acesso IV ou IO, fazem-se 0,01 mg/kg, sem esperar ciclos nem via aérea.
- C) Um minuto após o início da ressuscitação cardiopulmonar.
Não há intervalo fixo de espera antes da primeira dose: a diretriz pede a epinefrina logo que o acesso IV ou IO estiver disponível, idealmente em até 5 minutos do início das compressões, enquanto a RCP de alta qualidade continua. Fixar um minuto não tem base na recomendação.
- D) Após o término do primeiro ciclo de compressões torácicas.
Esperar o fim do primeiro ciclo lembra a sequência do ritmo chocável, em que a epinefrina entra depois do segundo choque. No ritmo não chocável não há desfibrilação a priorizar, e a epinefrina deve ser dada o quanto antes.
Resumo para lembrar
Na PCR pediátrica com ritmo não chocável (assistolia ou AESP), a AHA recomenda a primeira dose de epinefrina o mais cedo possível, idealmente nos primeiros 5 minutos após o início das compressões (PALS 2020, mantido em 2025): 0,01 mg/kg IV/IO (0,1 mL/kg da solução 0,1 mg/mL), máximo 1 mg, repetida a cada 3 a 5 minutos.