Adolescente de 13 anos apresenta humor deprimido, perda de interesse por atividades, aumento do sono e fadiga, negando-se a sair de casa há dois meses. Nega ideação suicida. A conduta inicial mais indicada nesse caso é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o caso. Temos uma adolescente de 13 anos, e essa idade é importante porque estamos falando de um período de muitas mudanças, mas também de vulnerabilidade para transtornos mentais.
- Ela apresenta humor deprimido, perda de interesse por atividades que antes gostava, aumento do sono e fadiga. Esses são sintomas clássicos de um quadro depressivo.
- Além disso, ela está se negando a sair de casa, o que indica um prejuízo funcional importante, ou seja, a vida dela está sendo afetada por esses sintomas.
- E o mais importante, tudo isso já dura há dois meses. Essa persistência dos sintomas por um período tão longo afasta a ideia de uma tristeza passageira e reforça a necessidade de intervenção.
- Apesar de ela negar ideação suicida, é fundamental manter a vigilância, pois o risco pode mudar e precisa ser reavaliado constantemente em quadros depressivos.
- Com esses dados, temos uma adolescente com sintomas depressivos persistentes e com prejuízo funcional significativo. Isso não é um quadro esperado da adolescência e exige uma conduta ativa.
- Vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B sugere tratar o quadro de ansiedade com benzodiazepínico.
- Essa está incorreta porque os sintomas descritos são de depressão, não de ansiedade como quadro principal. Além disso, benzodiazepínicos não são o tratamento inicial para depressão em adolescentes.
- A alternativa C propõe iniciar inibidores seletivos da recaptação de serotonina.
- Embora os inibidores seletivos da recaptação de serotonina possam ser indicados em casos de depressão moderada a grave, eles geralmente são considerados após ou em conjunto com a psicoterapia, e sempre com acompanhamento especializado. Não é a conduta inicial isolada.
- A alternativa D sugere orientar os responsáveis e observar, pois trata-se de quadro esperado na adolescência.
- Essa alternativa está incorreta porque, como vimos, o prejuízo funcional persistente por dois meses não deve ser normalizado como uma fase habitual da adolescência. É um sinal de alerta que exige intervenção.
- Finalmente, a alternativa A indica psicoterapia e avaliação de suporte familiar.
- Essa é a conduta mais indicada. A psicoterapia é a primeira linha de tratamento para depressão em adolescentes, e a avaliação do suporte familiar é crucial para o sucesso do tratamento e para a segurança do paciente, incluindo a reavaliação do risco suicida.
- Então, uma criança ou adolescente com humor deprimido e perda de interesse persistentes, sempre pense em depressão e na necessidade de intervenção com psicoterapia e suporte familiar.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Depression in children and young people — recommendationsNICE, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.