Criança de 1 ano e 6 meses de idade, sexo masculino, foi levado à consulta por apresentar exantema maculopapular róseo, inicialmente no tronco e disseminado para o pescoço, membros superiores, face e membros inferiores há 24 horas. A acompanhante afirma que a criança estava febril nos últimos três dias antes do surgimento das lesões. No exame físico, lactente em bom estado geral, hiperemia de orofaringe e presença do exantema maculopapular em tronco, face e membros. Os demais achados do exame físico estavam dentro da normalidade. Mediante esse caso clínico, qual a sua PRINCIPAL hipótese de diagnóstico?
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Primeiro, a idade da criança é de 1 ano e 6 meses. Isso é importante porque algumas doenças exantemáticas são mais comuns em faixas etárias específicas, e essa idade é bem característica para certas condições.
- Em seguida, o tipo de lesão é um exantema maculopapular róseo. Essa descrição nos ajuda a visualizar a aparência da erupção cutânea, que é de manchas e pequenas elevações de cor rosada.
- A localização inicial no tronco e a disseminação para pescoço, membros superiores, face e membros inferiores nos dá o padrão de progressão do exantema, que é centrífugo.
- Um dado crucial é que a criança estava febril nos últimos três dias antes do surgimento das lesões. Essa relação temporal entre a febre e o exantema, com a febre precedendo o rash, é um ponto chave para o diagnóstico.
- No exame físico, o lactente estava em bom estado geral. Isso é um sinal tranquilizador e nos ajuda a descartar condições mais graves, indicando uma doença benigna.
- Também foi notada hiperemia de orofaringe, que é um achado inespecífico, mas que pode acompanhar algumas infecções virais, sem ser um sinal de alarme.
- Agora, vamos juntar as peças. A idade da criança, o exantema maculopapular róseo que começa no tronco e se espalha, e principalmente a febre alta que cede e só depois o exantema aparece, tudo isso aponta para uma hipótese diagnóstica específica.
- O fato de a criança estar em bom estado geral, apesar da febre anterior e do exantema, reforça que estamos lidando com uma doença viral benigna, comum na infância.
- Vamos analisar a alternativa A, que sugere Dengue. Na dengue, a queda da febre pode preceder a gravidade, mas o padrão de febre alta por três dias seguida do exantema após a defervescência não é o mais típico. Além disso, o bom estado geral do paciente não se encaixa bem com a preocupação de gravidade que a dengue pode trazer.
- A alternativa B, Eritema infeccioso, também não se encaixa. O eritema infeccioso costuma apresentar a clássica face esbofeteada e um padrão rendilhado no corpo, características que não foram descritas no nosso caso.
- A alternativa C, Rubéola, também não é a mais provável. A rubéola costuma associar adenopatia retroauricular e uma febre mais branda, o que não foi descrito no enunciado, que fala em febre por três dias.
- A alternativa D, Exantema súbito, é a mais adequada. A febre alta seguida de exantema na defervescência é a característica mais típica do exantema súbito, também conhecido como roséola infantil, que afeta crianças nessa faixa etária e geralmente as mantém em bom estado geral.
- Então, criança de 1 ano e 6 meses, com febre alta que cede e depois aparece o exantema, pense sempre em exantema súbito.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- RoseolaDermNet, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.