Criança de 10 meses teve diagnóstico de Guillain Barré, tendo recebido tratamento com Imunoglobulina humana endovenosa, com boa resposta terapêutica. Após alguns dias de alta, a mãe procurou a sala de vacina do posto porque estava com vacinas atrasadas e gostaria de atualizá-las. Nesta situação, qual a orientação médica a ser dada?
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Resposta: C
A) Aguardar 3 meses para reiniciar o esquema vacinal.
Não há motivo para esperar 3 meses nem para reiniciar esquemas: doses já aplicadas valem, e as vacinas inativadas atrasadas podem ser feitas imediatamente. O intervalo existe só para as virais vivas, e é bem maior que 3 meses após imunoglobulina em dose alta.
B) Aguardar a liberação do neurologista para vacinação.
A vacinação não depende de liberação do neurologista. Guillain-Barré só é precaução para a vacina recebida nas 6 semanas anteriores ao quadro, o que não é o caso; o pediatra orienta a atualização do calendário.
C) Adiar as vacinas de componentes virais vivos atenuados.
A imunoglobulina de 2 g/kg neutraliza os vírus vacinais do sarampo, da caxumba, da rubéola e da varicela por meses; essas vacinas devem ser adiadas por cerca de 11 meses. As demais vacinas atrasadas, inativadas, podem ser atualizadas já.
D) Contraindicar a realização de vacina de influenza.
Guillain-Barré é precaução para a influenza apenas quando surgiu até 6 semanas após uma dose anterior dessa vacina. Sem essa relação temporal, a vacina está indicada e protege contra uma infecção que também pode desencadear a síndrome.
Resumo para lembrar
Imunoglobulina humana IV contém anticorpos que neutralizam vírus vacinais vivos: após 2 g/kg (dose do Guillain-Barré e da doença de Kawasaki), tríplice viral e varicela devem esperar 11 meses (10 meses após 1 g/kg). Vacinas inativadas não sofrem interferência e podem ser atualizadas já. Guillain-Barré sem relação com vacina não contraindica a influenza.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.