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Pediatrando

Adolescente de 13 anos é levado ao atendimento pela mãe, que relata que ele havia sido abusado por um homem de 25 anos há 12 horas. Na entrevista com o adolescente, este refere que havia conhecido este rapaz e estava iniciando um relacionamento, tendo concordado em ter a primeira relação sexual. (Legenda: IST: Infecções Sexualmente Transmissíveis). Qual a conduta imediata mais adequada?

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Resposta: B

  1. A) Coletar sorologias do adolescente e do homem de 25 anos antes de indicar profilaxia de IST.

    Sorologias basais do adolescente são colhidas, mas a profilaxia não espera resultados nem depende do agressor, que em geral não está disponível. Atrasar a PEP para HIV reduz sua eficácia, maior nas primeiras 2 horas e perdida após 72 h.

  2. B) Orientar a realização de boletim de ocorrência e prescrever as profilaxias de IST.

    Aos 13 anos, o ato é estupro de vulnerável independentemente do consentimento. A 12 h da exposição, deve-se iniciar PEP para HIV e profilaxias das IST, colher sorologias basais, notificar, comunicar o Conselho Tutelar e orientar o boletim de ocorrência; o seguimento psicológico vem em seguida.

  3. C) Coletar sorologias do paciente e agendar hebiatra e atendimento psicológico.

    Colher sorologias e agendar consultas sem prescrever profilaxias perde a janela de 72 h para a PEP e para a profilaxia das IST. O acompanhamento com hebiatra e psicólogo é necessário, mas não é a conduta imediata.

  4. D) Realizar boletim de ocorrência e marcar atendimento psicológico e com hebiatra.

    Boletim de ocorrência e seguimento psicológico são necessários, mas omitir as profilaxias num atendimento 12 h após a exposição deixa o adolescente exposto a HIV, sífilis, gonorreia, clamídia e hepatite B. O atendimento de saúde não depende do registro policial.

Resumo para lembrar

Relação sexual com menor de 14 anos é estupro de vulnerável (art. 217-A do Código Penal), mesmo com consentimento. Em até 72 h, a prioridade é a profilaxia: PEP para HIV o quanto antes, profilaxia das IST bacterianas e da hepatite B conforme a vacinação, além de notificação compulsória, comunicação ao Conselho Tutelar e orientação sobre o boletim de ocorrência.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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