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Pediatrando

Criança de 6 anos dá entrada no departamento de emergência do Hospital Infantil com quadro de dor no joelho esquerdo há 2 dias, associado a febre, edema e calor no local. É encaminhada a sala vermelha por encontrar-se: sonolenta, frequências cardíacas de 170 bpm, frequência respiratória de 56/min, pressão arterial de 70/30 mmHg e pulsos periféricos filiformes. Seu hospital é uma unidade de referência e dispõe de uma UTI Pediátrica. Qual a recomendação para a reposição de volume?

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Resposta: C

  1. A) Iniciar a reposição volêmica somente após obtenção de acesso venoso central.

    O volume começa assim que houver acesso venoso periférico ou intraósseo, obtido em poucos minutos; esperar um cateter central atrasa a ressuscitação. O acesso central é útil depois, para drogas vasoativas em infusão prolongada.

  2. B) Administrar uma alíquota de 20ml/kg de solução cristaloide independente da presença de sinais de sobrecarga hídrica.

    Cada bolus é seguido de reavaliação, e o volume é interrompido se surgirem hepatomegalia, estertores, ritmo de galope ou piora do esforço respiratório. Infundir sem olhar sinais de sobrecarga aumenta o risco de edema pulmonar e de morte.

  3. C) Na ausência de sinais de sobrecarga volêmica, administrar alíquotas de 10-20mL/kg de solução de cristaloide até 60 mL/kg, com reavaliações frequentes.

    A criança tem provável artrite séptica com choque hipotensivo (PA 70/30 mmHg, pulsos filiformes, sonolência) em hospital com UTI. Nesse cenário, a Surviving Sepsis Campaign orienta alíquotas de 10 a 20 mL/kg até 40 a 60 mL/kg na primeira hora, guiadas pela perfusão e suspensas se houver sobrecarga.

  4. D) Não administrar bolus de fluido. Considerar medicação vasoativa após a realização de ecocardiograma funcional.

    Evitar bolus vale para serviços sem UTI e crianças sem hipotensão, cenário do estudo FEAST. Aqui há hipotensão e UTI disponível, e esperar ecocardiograma para iniciar suporte atrasaria a reversão do choque.

Resumo para lembrar

Em serviços com UTI pediátrica, o choque séptico recebe bolus de cristaloide de 10 a 20 mL/kg, até 40 a 60 mL/kg na primeira hora, com reavaliação após cada alíquota e suspensão diante de sobrecarga (hepatomegalia, estertores, piora respiratória). Sem UTI e sem hipotensão, evita-se bolus e mantém-se hidratação de manutenção.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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