Escolar, oito anos de idade, é internado na sala de observação com diagnóstico de pioartrite e é instituído antibiótico intravenoso. Evolui com pouca responsividade a estímulos dolorosos, FC = 170 bpm; FR = 56 ipm; PA = 75 x 30 mmHg e ausência de pulsos distais. A conduta, quanto à reposição de volume, é administrar:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, vamos olhar a idade. Um escolar de oito anos de idade tem parâmetros vitais diferentes de um bebê, por exemplo, e isso é crucial para interpretar os achados.
- O diagnóstico inicial de pioartrite nos mostra que já existe um foco infeccioso, o que é um ponto de partida para o quadro atual de deterioração.
- Já foi instituído antibiótico intravenoso, o que é correto para uma infecção grave, mas a evolução mostra que não foi suficiente para conter o quadro de sepse.
- A pouca responsividade a estímulos dolorosos é um sinal de alerta importantíssimo, indicando alteração do estado mental e gravidade do quadro.
- A frequência cardíaca de 170 batimentos por minuto é uma taquicardia significativa para um escolar, sendo um dos primeiros sinais de choque em crianças.
- A frequência respiratória de 56 incursões por minuto também está bem elevada, indicando esforço respiratório ou compensação metabólica da acidose.
- A pressão arterial de 75 por 30 milímetros de mercúrio é hipotensão para essa idade, um sinal tardio e preocupante de choque descompensado em crianças.
- E a ausência de pulsos distais é um achado clínico que grita por má perfusão, confirmando um choque grave e descompensado.
- Juntando todos esses dados, a criança apresenta sinais clássicos de choque séptico descompensado, com hipotensão, alteração do nível de consciência e má perfusão periférica.
- Nesse cenário de choque séptico, além do antibiótico que já foi iniciado, o suporte hemodinâmico com reposição volêmica é a prioridade imediata para reverter o quadro.
- A reposição deve ser feita com bolus titulados, reavaliando o paciente após cada etapa para verificar a resposta e evitar sobrecarga, especialmente se não houver acesso à UTI.
- A alternativa A sugere uma sequência rígida de volume, o que não é o ideal. Não podemos prescrever um volume total sem reavaliar a cada bolus, pois o paciente pode responder antes ou desenvolver sobrecarga.
- A alternativa C propõe infundir todo o volume de uma vez, 60 mililitros por quilo em 15 minutos. Isso ignora a titulação individual e o risco de sobrecarga, que é alto em crianças com choque.
- A alternativa D sugere coloides. Embora possam ser usados em algumas situações, os cristaloides são preferidos para a ressuscitação inicial na maioria dos casos de choque séptico em crianças.
- A alternativa B está correta porque indica bolus de 10 a 20 mililitros por quilo de cristaloide, com um limite total de 60 mililitros por quilo na primeira hora, sempre condicionado à avaliação frequente da perfusão e sinais de sobrecarga, o que é o manejo adequado para choque séptico.
- Em uma criança escolar com sinais de choque séptico descompensado, como hipotensão e má perfusão, a reposição volêmica com cristaloides em bolus titulados é fundamental, sempre reavaliando a resposta e os sinais de sobrecarga.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- PALS — manejo do choque sépticoAHA/AAP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.