Criança de 7 anos com sibilância e dispneia aos esforços há 24 h, sem febre, saturação 96% em ar ambiente, bom estado geral e sem sinais de exaustão. Estabelecer a medida farmacológica inicial na sala de atendimento:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos analisar o enunciado para identificar os dados mais importantes. Primeiro, temos uma criança de 7 anos. A idade é importante para o manejo da asma, pois o tratamento pode variar um pouco entre faixas etárias, mas 7 anos já é uma criança maior.
- Ela apresenta sibilância e dispneia aos esforços. Esses são os sintomas clássicos de uma crise de asma, indicando broncoespasmo e dificuldade para respirar.
- Os sintomas estão presentes há 24 horas. O tempo de evolução mostra que a crise não é hiperaguda, mas já está estabelecida, necessitando de intervenção.
- A criança está sem febre. A ausência de febre nos ajuda a pensar menos em um quadro infeccioso agudo como principal gatilho, embora não o exclua totalmente.
- A saturação de oxigênio é de 96 por cento em ar ambiente. Uma saturação de 96 por cento em ar ambiente é excelente e indica que a criança não está hipoxêmica, não precisando de oxigênio suplementar de imediato.
- Ela está em bom estado geral e sem sinais de exaustão. Esses dados são cruciais, pois indicam que a crise não é grave e a criança está compensando bem, o que direciona para um tratamento inicial menos agressivo.
- Com os sintomas clássicos de sibilância e dispneia, e o histórico de asma, o diagnóstico é de uma exacerbação de asma.
- A saturação de oxigênio de 96 por cento e o bom estado geral nos mostram que a crise é leve a moderada, não sendo uma emergência grave que exija medidas mais intensivas de imediato.
- Para uma crise de asma leve a moderada, a primeira medida farmacológica é sempre um broncodilatador de ação rápida, para reverter o broncoespasmo.
- Vamos analisar a alternativa A: "Iniciar brometo de ipratrópio isolado como primeira medida." O brometo de ipratrópio é um broncodilatador anticolinérgico, mas ele não é a primeira escolha isolada para uma crise de asma. Ele é geralmente adicionado ao beta-2 agonista em crises mais graves.
- Analisando a alternativa C: "Prescrever corticoide oral isolado em dose plena e dispensar broncodilatador." O corticoide é importante para reduzir a inflamação, mas seu efeito não é imediato; ele leva horas para agir. Dispensar o broncodilatador, que alivia o broncoespasmo rapidamente, é um erro grave.
- Sobre a alternativa D: "Ofertar oxigênio suplementar de rotina com saturação maior ou igual a 93 por cento." Como vimos, a saturação da criança é de 96 por cento, o que é ótimo. Oxigênio suplementar não é necessário de rotina para pacientes com saturação acima de 93 por cento, sendo reservado para hipoxemia.
- Analisando a alternativa E: "Solicitar radiografia de tórax antes de qualquer intervenção farmacológica." A radiografia de tórax não é rotineiramente indicada em crises de asma típicas e não deve atrasar a administração do broncodilatador, que é a medida mais urgente.
- Por fim, a alternativa B: "Administrar ẞ2 de curta duração 4–10 puffs a cada 20 min e reavaliar resposta." Esta é a conduta correta. O beta-2 agonista de curta duração é o broncodilatador de escolha para a crise de asma, e a dosagem e frequência estão adequadas para o manejo inicial, com reavaliação constante da resposta.
- Então, para uma criança com crise de asma leve a moderada, pense sempre em iniciar o broncodilatador de curta duração e reavaliar a resposta.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Global Strategy for Asthma Management and PreventionGINA, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.