Um pediatra atende uma criança de 2 anos com diagnóstico de diarreia aguda aquosa, classificada como Plano A. Além da terapia de reidratação oral e manutenção da dieta, o médico avalia o uso de terapias coadjuvantes. Determine a conduta correta em relação ao uso de antieméticos e probióticos:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico, que nos apresenta uma criança de dois anos de idade.
- Ela tem um diagnóstico de diarreia aguda aquosa, que é um tipo comum de diarreia, geralmente viral e autolimitada.
- A diarreia foi classificada como Plano A, o que significa que a criança não apresenta sinais de desidratação e pode ser tratada em casa.
- O médico já está aplicando a terapia de reidratação oral e a manutenção da dieta, que são os pilares do tratamento da diarreia.
- A questão nos pede para determinar a conduta correta em relação ao uso de antieméticos e probióticos, que são terapias coadjuvantes.
- Considerando que a criança tem dois anos e diarreia aquosa sem desidratação, o tratamento principal é a hidratação e a alimentação.
- Agora, precisamos avaliar as evidências e recomendações para as terapias coadjuvantes, como antieméticos e probióticos, que a questão nos pede.
- Analisando a alternativa B, que diz que a Organização Mundial da Saúde e o Ministério da Saúde do Brasil recomendam formalmente o uso de probióticos, como o Lactobacillus GG, para reduzir as perdas diarreicas.
- Essa afirmação está incorreta, pois não existe uma recomendação universal de probióticos como classe para toda diarreia, como o próprio comentário da questão nos lembra.
- A alternativa C afirma que a Loperamida é contraindicada, o que é verdade para crianças pequenas, mas diz que a Racecadotrila pode ser usada em menores de três meses para diminuir a motilidade intestinal.
- Essa alternativa está incorreta por dois motivos: a Racecadotrila é um agente antissecretor, e não antimotilidade, e sua indicação para menores de três meses também exige correção, não sendo recomendada nessa faixa etária.
- A alternativa D sugere que o uso de antibióticos está indicado em todos os casos de diarreia aquosa para diminuir a duração do quadro, assim como os probióticos.
- Essa afirmação é incorreta, pois antibióticos não são rotina para diarreia aquosa autolimitada, que é a maioria dos casos em crianças, e não devem ser usados indiscriminadamente.
- A alternativa E diz que a Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica e a diretriz Ibero-Latinoamericana não recomendam probióticos, pois não há demonstração de que eles diminuam as perdas diarreicas.
- Essa alternativa está incorreta porque a evidência e as recomendações para probióticos variam muito por cepa, e uma negação absoluta do seu benefício é inadequada.
- Finalmente, a alternativa A afirma que os antieméticos, como a Ondansetrona, não são recomendados pela Organização Mundial da Saúde, mas a Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica considera seu uso para reduzir a frequência de vômitos.
- Esta é a alternativa correta. O uso de Ondansetrona é selecionado, e de fato, existem diferenças entre as diretrizes de diferentes órgãos, como a Organização Mundial da Saúde e a Sociedade Europeia de Gastroenterologia, Hepatologia e Nutrição Pediátrica, sobre sua recomendação, mas seu emprego não é universalmente proibido.
- Em uma criança de dois anos com diarreia aguda aquosa, o tratamento principal é a reidratação oral e a manutenção da dieta, e as terapias coadjuvantes, como antieméticos e probióticos, têm indicações específicas e nem sempre universais, com evidências que podem variar entre as diretrizes.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Diarreia aguda infecciosaSBP, 2023 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.