- A) Crises convulsivas.
Crise convulsiva não cede à contenção do membro e costuma trazer desvio ocular, movimentos orais, apneia ou taquicardia. Tremores finos isolados, sem esses sinais, apontam primeiro para causa metabólica; se houver dúvida, o EEG esclarece.
- B) Hipotermia.
O recém-nascido não tem calafrios: gera calor pela gordura marrom. O frio causa acrocianose, letargia e sucção fraca, não tremores; ainda assim, a temperatura deve ser medida no mesmo atendimento.
- C) Estado de sono ativo.
No sono ativo surgem abalos, caretas e movimentos irregulares, e a mioclonia benigna do sono neonatal some ao despertar. Tremores que motivam ida ao pronto atendimento não devem ser atribuídos ao sono antes de excluir hipoglicemia.
- D) Hipoglicemia.
Tremores finos são sinal clássico de hipoglicemia neonatal, ao lado de sucção débil, hipotonia, apneia e letargia, e a madrugada sugere jejum prolongado. Glicemia capilar imediata é obrigatória; hipoglicemia persistente após 48 h pede investigar hiperinsulinismo, deficiências hormonais e erros inatos.
Resumo para lembrar
Tremores finos no recém-nascido são rítmicos, provocados por estímulo e cessam com a contenção do membro, sem desvio ocular nem alteração autonômica, o que os separa de crises. A primeira causa a excluir é a hipoglicemia, com glicemia capilar imediata (jejum prolongado na madrugada); depois, hipocalcemia tardia (5 a 10 dias), abstinência e infecção.