Nasce um RN com 36 semanas, parto expulsivo, mãe com pré-natal sem intercorrências. O médico observa que, ao nascer, o tônus é adequado, a criança não está chorando nem respirando e há discreta cianose das extremidades. Assim sendo, assinale a alternativa que contém a afirmativa correta sobre os próximos passos da recepção desse recém-nascido.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Então, vamos analisar o caso. Primeiro, a idade gestacional: 'recém-nascido com 36 semanas'. Isso é importante porque, embora seja um recém-nascido pré-termo tardio, ele está quase a termo, o que influencia algumas condutas na reanimação.
- O enunciado nos diz que o 'tônus é adequado'. Isso é um bom sinal, indicando que o bebê não está flácido, o que já nos dá uma pista sobre a gravidade inicial.
- Mas, o ponto crucial aqui é que a 'criança não está chorando nem respirando'. Essa é a principal indicação de que o bebê precisa de intervenção imediata, pois não estabeleceu uma respiração efetiva.
- E, para completar o quadro, há 'discreta cianose das extremidades'. Isso confirma que há uma dificuldade na oxigenação, mas como é discreta e periférica, ainda temos tempo para agir.
- Com a ausência de choro e respiração efetiva, como vimos no passo três, a primeira e mais importante conduta é iniciar os passos da reanimação neonatal. Não podemos esperar.
- Considerando que o recém-nascido tem 36 semanas, ele é classificado como pré-termo tardio, mas para fins de reanimação, ele se comporta de forma muito similar a um recém-nascido a termo em muitos aspectos, especialmente no que tange à oxigenação inicial.
- Portanto, a ventilação com pressão positiva, se necessária, deve seguir as diretrizes para recém-nascidos a termo ou pré-termos tardios, que priorizam o uso de ar ambiente inicialmente.
- Vamos analisar a alternativa A. Ela sugere que 'O recém-nascido deverá ser encaminhado para o contato pele a pele com sua mãe'. Embora o contato pele a pele seja importantíssimo, ele não é a prioridade quando o bebê não está respirando efetivamente. A estabilização respiratória vem primeiro.
- A alternativa B fala que 'O clampeamento do cordão umbilical deve ser realizado após cerca de 1 minuto'. Em um recém-nascido que não está respirando, a prioridade é iniciar a reanimação, não esperar para clampear o cordão. O clampeamento tardio é para bebês vigorosos.
- A alternativa D afirma que 'O recém-nascido, durante os passos iniciais da reanimação, obrigatoriamente será colocado em saco plástico'. O uso de saco plástico é especialmente indicado para prematuros com menos de 34 semanas para evitar hipotermia, não sendo obrigatório para um recém-nascido de 36 semanas.
- A alternativa E diz que 'O valor alvo da oximetria... deverá ser de 92 por cento'. No primeiro minuto de vida, a saturação de oxigênio esperada é mais baixa, entre 60 por cento e 65 por cento, aumentando gradualmente. Noventa e dois por cento é um alvo muito alto para o primeiro minuto.
- Por fim, a alternativa C: 'Se houver necessidade de ventilação com pressão positiva com balão e máscara, a fração de oxigênio administrada será inicialmente de 21 por cento'. Isso está correto! Para recém-nascidos a termo ou pré-termos tardios que precisam de ventilação, começamos com ar ambiente, que tem 21 por cento de oxigênio, e ajustamos conforme a oximetria.
- Então, lembre-se: em um recém-nascido de 36 semanas que não respira, pense sempre em iniciar a reanimação com ventilação com pressão positiva usando ar ambiente.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Reanimação do recém-nascido ≥34 semanas — diretrizes de junho/2026SBP, 2026 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.