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Pediatrando

Durante a reanimação pediátrica, qual concentração de oxigênio é recomendada após o retorno da circulação espontânea?

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Resposta: D

  1. A) Oxigênio a 21%

    O ar ambiente pode ser insuficiente para a criança recém-reanimada, que costuma ter lesão pulmonar, baixo débito e alto consumo de oxigênio. A hipoxemia após o RCE piora o prognóstico neurológico; a FiO₂ deve ser ajustada pela saturação, e não fixada.

  2. B) Oxigênio a 30%

    Fixar a FiO₂ em 30% sem olhar a oximetria pode deixar uma criança hipoxêmica e outra ainda hiperóxica. A diretriz não define concentração fixa: o oxigênio é titulado para manter a SpO₂ entre 94% e 99%.

  3. C) Oxigênio a 100% indefinidamente

    O oxigênio a 100% é usado durante a RCP, mas mantê-lo depois do RCE expõe à hiperóxia, com estresse oxidativo e lesão de reperfusão, principalmente no cérebro. Assim que houver oximetria confiável, a FiO₂ deve ser reduzida.

  4. D) Titular o oxigênio para manter a saturação normal

    Após o RCE, a diretriz recomenda ajustar a FiO₂ para manter a SpO₂ entre 94% e 99%, evitando tanto a hipoxemia quanto a hiperóxia, ambas associadas a pior desfecho. A gasometria ajuda a confirmar normoxemia e normocapnia.

Resumo para lembrar

Após o retorno da circulação espontânea, titular o oxigênio para SpO₂ de 94 a 99%: hipoxemia e hiperóxia pioram o desfecho neurológico. O O₂ a 100% é para a RCP e deve ser reduzido assim que houver oximetria confiável. Completam o pacote pós-parada: normocapnia, pressão acima do percentil 10 para a idade, controle da temperatura com prevenção da febre e glicemia normal.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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