- A) Continuar as compressões torácicas por mais dois minutos
Manter compressões por mais um ciclo faria sentido se não houvesse pulso ou se a dúvida persistisse. Com movimento, pulso palpável e pressão em recuperação, houve RCE, e comprimir um coração que já bate não traz benefício.
- B) Interromper imediatamente a RCP e iniciar os cuidados pós-parada
Movimento espontâneo, pulso palpável e pressão em ascensão definem retorno da circulação espontânea (RCE). Para-se a RCP e começa o cuidado pós-parada: SpO₂ 94–99%, ventilação para normocapnia, PA acima do percentil 10 para a idade, controle de temperatura e de glicemia, e busca da causa.
- C) Aplicar outro choque de desfibrilação
Choque só se indica diante de ritmo chocável (FV ou TV sem pulso). Com pulso palpável e circulação restabelecida, um choque não sincronizado não tem indicação e poderia induzir arritmia.
- D) Administrar adrenalina
A adrenalina em bolus de 0,01 mg/kg é droga da parada, a cada 3–5 min enquanto não há pulso. Com RCE, o bolus de parada pode causar hipertensão e taquiarritmia; se houver hipotensão pós-RCE, usa-se infusão vasoativa titulada, não a dose da parada.
Resumo para lembrar
Sinais de retorno da circulação espontânea (pulso palpável, movimento, respiração, pressão em ascensão, salto do EtCO₂) encerram a RCP e iniciam o cuidado pós-parada: SpO₂ 94–99%, normocapnia, evitar hipotensão (PA acima do percentil 10 para a idade), controle ativo de temperatura e glicemia e tratamento da causa. Bolus de adrenalina e choques deixam de ter lugar.