- A) Desfibrilação
A desfibrilação trata ritmos chocáveis sem pulso, como fibrilação ventricular (FV) e taquicardia ventricular sem pulso. Este lactente tem bradicardia com pulso, um ritmo não chocável, e o choque não teria indicação nem benefício.
- B) Administração de atropina
A atropina 0,02 mg/kg (mínimo 0,1 mg, máximo 0,5 mg) entra na bradicardia por aumento do tônus vagal ou bloqueio AV primário. Na criança a bradicardia costuma ser hipóxica, e com FC abaixo de 60/min e má perfusão as compressões vêm antes; a adrenalina é o fármaco de escolha em seguida.
- C) Iniciar compressões torácicas
Pela AHA/AAP 2025, FC abaixo de 60/min com sinais de má perfusão, apesar de oxigenação e ventilação adequadas, indica iniciar RCP. O débito do lactente depende muito da frequência e o quadro é tratado como pré-parada; depois vêm adrenalina 0,01 mg/kg IV/IO a cada 3 a 5 minutos e a busca de causas.
- D) Administrar bicarbonato de sódio
O bicarbonato de sódio não é rotina na reanimação pediátrica; fica para situações específicas, como hipercalemia ou intoxicação por bloqueadores de canal de sódio, a exemplo dos tricíclicos. Não corrige a bradicardia nem substitui as compressões.
Resumo para lembrar
Bradicardia com FC abaixo de 60/min e má perfusão, que persiste apesar de oxigenação e ventilação adequadas, exige compressões torácicas imediatas, como na parada. Em seguida, adrenalina 0,01 mg/kg IV/IO a cada 3 a 5 minutos; atropina 0,02 mg/kg só se houver suspeita de tônus vagal aumentado ou bloqueio AV primário.