- A) Iniciar infusão de dopamina
A dopamina já foi o vasoativo de primeira linha no choque séptico pediátrico, mas a Surviving Sepsis Campaign pediátrica sugere adrenalina ou noradrenalina no lugar dela, porque a dopamina teve pior desfecho que a adrenalina em ensaio clínico. Não é a escolha para esta criança.
- B) Administrar infusão de adrenalina
Após 40 mL/kg sem reverter a hipotensão, o choque é refratário a volume e o próximo passo é um vasoativo. Com enchimento capilar prolongado (choque frio, de baixo débito), a adrenalina é a escolha mais lógica, por aumentar contratilidade e débito cardíaco; pode correr em veia periférica ou intraóssea até haver acesso central.
- C) Fazer mais um bolus de 20 mL/kg
A Surviving Sepsis Campaign admite até 40 a 60 mL/kg na primeira hora, em alíquotas de 10 a 20 mL/kg com reavaliação, onde há UTI. Mas, com hipotensão mantida após 40 mL/kg, insistir só em volume retarda o tratamento; fluido adicional, se dado, não substitui iniciar o vasoativo.
- D) Iniciar infusão de noradrenalina
A noradrenalina é a alternativa à adrenalina, e a diretriz não estabelece superioridade de uma sobre a outra; ela se encaixa melhor no choque quente, com vasodilatação, pulsos amplos e enchimento capilar rápido. Aqui o enchimento lento aponta baixo débito, em que o efeito inotrópico da adrenalina é mais desejável.
Resumo para lembrar
No choque séptico pediátrico que não responde a 40 a 60 mL/kg de fluido, dado em bolus de 10 a 20 mL/kg com reavaliação, inicia-se vasoativo sem esperar acesso central. A Surviving Sepsis Campaign sugere adrenalina ou noradrenalina em vez de dopamina; no choque frio, com enchimento capilar lento, a adrenalina é a escolha preferida pela ação inotrópica.