Durante uma ação de saúde em uma comunidade ribeirinha, você é chamado para avaliar uma criança de 11 meses que apresenta diarreia há dois dias e três episódios de vômitos desde a manhã. A mãe relata que o bebê tem mamado menos e não urina há cerca de 6 horas. Ao exame, a criança está irritada, com olhos fundos e prega cutânea que se desfaz lentamente (cerca de 6 segundos). Não há febre. Para prevenir futuros episódios de desidratação como o descrito no caso em crianças, a mais eficaz entre as seguintes medidas é:
Caso clínico compartilhado na página anterior incluído para leitura independente.
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Temos uma criança de onze meses, o que já nos situa na faixa etária de um lactente, com necessidades específicas.
- Ela apresenta diarreia há dois dias, o que caracteriza um quadro agudo, e também teve três episódios de vômitos desde a manhã, indicando perdas significativas de líquidos.
- A mãe relata que o bebê tem mamado menos, o que é um dado importante sobre a redução da ingesta de líquidos e nutrientes.
- Além disso, a criança não urina há cerca de seis horas, um sinal claro de desidratação e diminuição da perfusão renal.
- Ao exame físico, a criança está irritada e com olhos fundos, que são achados clássicos de desidratação.
- E a prega cutânea que se desfaz lentamente, em cerca de seis segundos, é um sinal de desidratação grave, que exige atenção imediata.
- Por fim, a ausência de febre é um dado, mas não exclui a gravidade do quadro de desidratação que estamos vendo.
- Juntando todos esses pontos, a criança de onze meses apresenta um quadro de desidratação grave devido à diarreia e vômitos, agravado pela baixa ingesta e oligúria.
- A questão nos pede a medida mais eficaz para prevenir futuros episódios de desidratação em crianças, o que nos leva a pensar em estratégias de manejo da diarreia e manutenção da hidratação.
- Vamos analisar a alternativa A. Iniciar dieta oral com introdução progressiva de alimentos não é a melhor prevenção, pois a alimentação deve ser mantida durante a diarreia, sem necessidade de uma retomada lenta desnecessária.
- A alternativa B, que sugere manter a amamentação exclusiva até pelo menos quatro meses, está incorreta porque a recomendação atual é de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade, não apenas quatro.
- A alternativa D, que propõe iniciar água de coco e Imolac Lactiol, também está incorreta. Esses produtos não substituem o leite materno ou a solução de reidratação oral quando indicada, e não são as melhores medidas preventivas.
- Finalmente, a alternativa C, que é a correta, nos diz para aumentar a frequência das mamadas durante episódios de diarreia. Manter e aumentar as mamadas é crucial para oferecer líquidos e nutrição, ajudando a preservar a hidratação e a recuperação da criança durante a diarreia.
- Então, para uma criança com diarreia e risco de desidratação, pense sempre em manter e aumentar a frequência das mamadas, pois o aleitamento materno é um pilar fundamental na prevenção e tratamento.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Aleitamento materno: perguntas e respostasSBP, 2025 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.