- A) Anormalidades no RX/ TC de tórax com impactação mucoide/ bronquiectasias e IgEsérica >1000 Ul/ml.
Impactação mucoide ou bronquiectasias novas na imagem e IgE total acima de 1.000 UI/mL (sem corticoide sistêmico) são pilares do critério clássico de ABPA na fibrose cística, junto com a sensibilização ao Aspergillus e a piora clínica sem outra causa. Trata-se com corticoide sistêmico, com ou sem itraconazol.
- B) Anormalidades no RX/ TC de tórax com impactação mucoide/ bronquiectasias e escarro positivo para Aspergillus.
O Aspergillus é isolado no escarro de boa parte dos pacientes com fibrose cística sem ABPA, como colonização. A cultura positiva não prova a reação de hipersensibilidade, que se demonstra por IgE total e IgE específica elevadas.
- C) Reatividade cutânea para Aspergillus e anormalidade na TC de tórax como consolidação alveolar.
Reatividade cutânea ao Aspergillus é critério, mas só indica sensibilização, comum na fibrose cística sem ABPA. Consolidação alveolar não é a imagem característica; procuram-se infiltrados que não melhoram com antibiótico e fisioterapia, impactação mucoide e bronquiectasias centrais.
- D) IgE sérica > 1000 UI/ml e escarro positivo para Aspergillus.
IgE acima de 1.000 UI/mL é critério, mas o escarro positivo para Aspergillus reflete colonização frequente na fibrose cística e não substitui a alteração radiológica nem a demonstração de sensibilização específica.
Resumo para lembrar
Na fibrose cística, a ABPA clássica (consenso da Cystic Fibrosis Foundation, 2003) exige piora clínica sem outra causa, IgE sérica total acima de 1.000 UI/mL, reatividade cutânea imediata ou IgE específica para Aspergillus, precipitinas ou IgG específica e alteração nova na imagem (infiltrados, impactação mucoide, bronquiectasias). Cultura de escarro positiva, sozinha, não define ABPA.