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Pediatrando

Paciente de 10 anos, feminino, procedente da região Nordeste, com histórico de tosse crônica produtiva e desnutrição, além de infecções pulmonares recorrentes desde os 4 anos de idade, com teste do suor mostrando nível de cloro indeterminado, foi submetida a teste genético. O teste genético evidenciou uma mutação patogênica (F508del) no gene regulador de condutância transmembrana da fibrose cística (CFTR). O tratamento desse paciente, além do tratamento de suporte e das infecções respiratórias, diante das evidências atuais, deve envolver:

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Resposta: A

  1. A) Terapia tripla com medicação oral já incorporada no SUS, que potencializa a abertura dos canais de CFTR, levando a um aumento do transporte dos íons cloreto.

    Elexacaftor/tezacaftor/ivacaftor é oral, está no SUS desde 2023 para 6 anos ou mais com ao menos uma F508del e aumenta o transporte de cloreto. O ivacaftor potencializa a abertura do canal; elexacaftor e tezacaftor corrigem o dobramento da proteína. Com cloro no suor intermediário (30 a 59 mmol/L) e uma só variante, vale buscar a segunda por sequenciamento.

  2. B) Terapia intermitente com Alfadornase por via inalatória, levando a uma correção da proteína CFTR e aumento do transporte dos íons sódio.

    A alfadornase é DNase recombinante inalada diariamente, que quebra o DNA dos neutrófilos no escarro e fluidifica o muco. Não corrige a proteína CFTR, e a CFTR transporta cloreto e bicarbonato, não sódio.

  3. C) Terapia tripla com medicação endovenosa aprovada pela ANVISA, mas ainda não disponibilizada no SUS, que leva a uma correção da função da proteína CFTR.

    A terapia tripla é de uso oral (comprimidos ou grânulos), não endovenoso, e está disponível no SUS desde a incorporação pela Conitec em 2023. Só a parte do mecanismo (correção da função da CFTR) está certa.

  4. D) Terapia com imunobiológico por via subcutânea em doses quinzenais, levando a uma correção da proteína CFTR e aumento do transporte dos íons sódio.

    Não existe imunobiológico que corrija a CFTR; biológicos como o omalizumabe podem ser usados na aspergilose broncopulmonar alérgica, não no defeito básico. O canal CFTR conduz cloreto; o sódio é absorvido pelo ENaC, hiperativo na doença.

Resumo para lembrar

A terapia tripla oral elexacaftor/tezacaftor/ivacaftor (dois corretores e um potencializador da CFTR) trata o defeito básico de quem tem ao menos uma F508del: aumenta o transporte de cloreto e melhora VEF1, peso e exacerbações. Foi incorporada ao SUS em 2023 para 6 anos ou mais; em 2026 a Conitec abriu consulta pública para estendê-la a 2 a 5 anos.

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Fontes 1

Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Comentário não oficial da banca ou da SBP.

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