Escolar, 6 anos, apresenta lesões pruriginosas de início há dois dias, nega febre. Exame físico: bom estado geral. Pele: crostas meliricas em membros inferiores, superiores e tronco. Adenomegalia inguinal bilateral. A conduta é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Primeiro, vamos olhar para a idade da nossa paciente, que é uma escolar de 6 anos.
- Ela apresenta lesões pruriginosas, ou seja, que coçam bastante.
- O início dessas lesões foi há dois dias, o que indica um quadro agudo.
- É importante notar que a criança nega febre, o que é um bom sinal.
- No exame físico, ela está em bom estado geral, o que nos tranquiliza quanto à gravidade imediata.
- Agora, o achado mais importante da pele: crostas meliricas em membros inferiores, superiores e tronco.
- Além disso, ela tem adenomegalia inguinal bilateral, que é um achado comum em infecções de pele nos membros inferiores.
- Juntando as lesões pruriginosas, as crostas melicéricas e a adenomegalia, o diagnóstico mais provável é impetigo.
- Apesar de estar em bom estado geral e sem febre, a extensão das lesões em membros inferiores, superiores e tronco é um fator importante.
- Quando o impetigo é extenso e disseminado assim, o tratamento sistêmico com antibióticos é geralmente indicado.
- A alternativa B sugere Cefalexina oral mais antissépticos tópicos. Embora a cefalexina oral esteja correta para o impetigo extenso, a associação com antissépticos tópicos não é o ponto decisivo e alguns protocolos evitam a associação de antibióticos tópicos com sistêmicos.
- A alternativa C propõe Oxacilina endovenosa mais antibioticoterapia tópica. A via intravenosa não se justifica para uma criança em bom estado generalizado e sem sinais de gravidade, como a nossa paciente.
- A alternativa D sugere Antissépticos tópicos mais antibioticoterapia tópica. Um tratamento exclusivamente local seria insuficiente para um impetigo com essa distribuição extensa.
- A alternativa A, Cefalexina via oral mais antibioticoterapia tópica, é a conduta correta. A cefalexina oral trata a infecção sistemicamente, que é o que precisamos para um impetigo extenso, e a antibioticoterapia tópica pode ser um complemento, embora não seja obrigatória em todos os protocolos.
- Então, criança escolar com impetigo extenso, mesmo em bom estado geral, sempre pense em antibiótico sistêmico.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Cellulitis and other bacterial skin infectionsRoyal Children's Hospital, versão online · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.