Mãe relata que, nos últimos cinco meses, a sua filha de três anos de idade se senta na cama e fala nome dos amigos da escola e outras palavras desconexas. Os eventos duram de cinco a 10 minutos, acontecem três horas após adormecer e estão mais frequentes (quatro vezes por semana) no último mês. Exame físico: crescimento e desenvolvimento normais. A conduta indicada é:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
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- Vamos começar analisando o caso clínico. Primeiro, a idade da paciente é um dado muito importante: ela tem três anos de idade.
- A mãe relata que isso acontece nos últimos cinco meses, o que indica que não é um evento isolado, mas sim algo recorrente e crônico.
- A descrição dos eventos é fundamental: a criança se senta na cama e fala nome dos amigos da escola e outras palavras desconexas. Isso nos dá uma pista forte sobre a natureza do episódio.
- A duração desses eventos, de cinco a 10 minutos, também é um detalhe que ajuda a caracterizar o quadro.
- O momento em que ocorrem é crucial: três horas após adormecer. Isso nos direciona para um tipo específico de sono.
- A frequência está aumentando, com quatro vezes por semana no último mês, o que sugere um fator precipitante ou agravante.
- Por fim, o exame físico mostra crescimento e desenvolvimento normais, o que é tranquilizador e afasta causas orgânicas primárias mais graves.
- Juntando a idade da criança, a descrição dos eventos de sentar e falar coisas desconexas, e o fato de ocorrerem no sono profundo (três horas após adormecer), pensamos em uma parassonia do sono NREM.
- O resumo nos diz que o despertar confusional é uma parassonia NREM onde a criança parece parcialmente desperta, fala e volta a dormir, o que se encaixa perfeitamente com o quadro descrito.
- Agora, vamos analisar as alternativas, começando pelas incorretas. A alternativa B sugere que são episódios de pesadelos.
- Essa alternativa está incorreta porque os pesadelos estão associados ao sono REM e ocorrem em um padrão de despertar diferente do que vimos no caso, que é típico de sono NREM.
- A alternativa C propõe realizar avaliação com psicólogo, pois trata-se de transtorno conversivo.
- Essa também está incorreta, pois o comportamento descrito no enunciado não corresponde a um transtorno conversivo, que tem outras características clínicas.
- A alternativa D sugere encaminhar para neurologista, pois trata-se de epilepsia de lobo frontal.
- Embora a epilepsia possa entrar no diagnóstico diferencial de eventos atípicos do sono, ela não é a hipótese inicial mais provável para este quadro específico de despertar confusional.
- Finalmente, a alternativa A propõe evitar privação de sono e orientar que são eventos de despertar confusional.
- Esta é a alternativa correta. O despertar confusional é a hipótese mais provável, e a privação de sono é um fator precipitante comum que deve ser evitado, conforme o comentário da questão.
- Então, para uma criança de três anos, com eventos noturnos de fala desconexa e agitação parcial que ocorrem no sono profundo, pense sempre em despertar confusional e na importância de uma boa higiene do sono.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Parassonias — atualizaçãoSBP, 2022 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria a partir da questão, das anotações presentes no PDF e das referências indicadas. Não é comentário oficial da banca.