Escolar, 6 anos, chega ao plantão febril, taquipneico, prostrado e com estertoração difusa bibasal. O resultado do raio X de tórax é apresentado na figura abaixo.

Ultrassonografia point of care à beira do leito evidencia volumoso derrame pleural direito, com presença de septações. De acordo com as informações apresentadas, no manejo inicial desse paciente, além da antibioticoterapia, deve-se considerar:
Explicação
Uma pediatra explica a questão em voz alta e vai anotando, alternativa por alternativa.
Ler a transcrição
- Vamos analisar o caso. Temos um paciente escolar, o que já nos dá uma ideia da faixa etária e algumas particularidades.
- Ele chega ao plantão com febre, taquipneia e prostração, que são sinais importantes de gravidade e infecção respiratória.
- Ao exame físico, encontramos estertores difusos bibasais, o que reforça a hipótese de um processo inflamatório pulmonar, provavelmente uma pneumonia.
- A ultrassonografia à beira do leito revela um derrame pleural volumoso no lado direito, indicando uma complicação da pneumonia.
- E, o mais importante, a presença de septações nesse derrame, o que nos diz que ele está organizado e complicado.
- A questão nos pede o manejo inicial, além da antibioticoterapia, para esse quadro de derrame parapneumônico complicado.
- Juntando todos esses dados, temos uma criança escolar com pneumonia grave e um derrame pleural volumoso e septado, que é um derrame parapneumônico complicado.
- Um derrame parapneumônico complicado, especialmente com septações, geralmente não se resolve apenas com antibióticos e uma punção simples.
- Para esses casos, precisamos de uma abordagem que permita a drenagem efetiva do líquido e a quebra das septações para facilitar a resolução.
- Analisando a alternativa A, que sugere apenas a punção pleural diagnóstica e de alívio, isso seria insuficiente para um derrame volumoso e septado.
- A punção isolada não conseguiria drenar o líquido de forma completa devido às septações e não resolveria a organização do derrame.
- A alternativa D propõe uma toracocentese definitiva, mas apenas se a punção confirmar empiema pleural. No entanto, o paciente já apresenta repercussão clínica e septações.
- Esses achados já indicam a necessidade de drenagem, mesmo antes da confirmação laboratorial de pus, para evitar maiores complicações.
- A alternativa C menciona a videotoracoscopia assistida. Embora seja uma opção terapêutica para derrames complicados, ela é mais invasiva e geralmente considerada após falha de outras abordagens ou em casos selecionados.
- A questão pede o que deve ser considerado no manejo inicial, e a videotoracoscopia não é a primeira linha para todos os derrames septados.
- Por fim, a alternativa B sugere a toracocentese para utilização de fibrinolítico intrapleural. Isso implica a colocação de um dreno torácico para infundir o fibrinolítico.
- Essa é a abordagem mais indicada para derrames parapneumônicos complicados e septados, pois o fibrinolítico ajuda a dissolver as septações e facilita a drenagem completa do líquido.
- Então, para uma criança de 6 anos, com pneumonia e derrame pleural septado, pense sempre em derrame parapneumônico complicado que pode precisar de drenagem e fibrinolítico.
- Nos vemos na próxima questão.
Dúvidas respondidas
Perguntas de quem estudou esta questão, respondidas com a fonte ao lado.
Fontes 1
- Pneumonias adquiridas na comunidade complicadasSBP, 2024 · conferida em 22/09/2026
Comentários atualizados em . Redação própria baseada no caso e nas referências indicadas. Anotações do PDF utilizadas como ponto de partida, sem reprodução literal. Comentário não oficial da banca ou da SBP.